Iris não abre mão de alíquota e impasse atrasa apreciação da reforma da Previdência

Prefeitura resolveu acatar apenas 18 das 32 emendas sugeridas por servidores

O novo texto da reforma da Previdência encaminhado pelo Paço Municipal nem começou a tramitar na Câmara de Goiânia e já enfrenta resistência por parte da categoria e dos próprios vereadores.

Servidores da Prefeitura de Goiânia lotaram as galerias no plenário na manhã desta quarta-feira (15/8) em protesto ao projeto de lei. A categoria paralisou o serviço para acompanhar o trâmite do texto, que, por conta das tentativas de negociação com o Paço, acabou não sendo apreciado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Em entrevista ao Jornal Opção, o relator do texto no colegiado, vereador Wellington Peixoto (MDB), informou que ainda não havia recebido o projeto, mas contou que já estava com o parecer adiantado.

A gestão do prefeito Iris Rezende (MDB) resolveu acatar 18 das 32 emendas apresentadas por representantes sindicais. A categoria, entretanto, segue relutante e não abre mão das reivindicações.

O relator adiantou que a assessoria jurídica da categoria deve ter reunião no Paço ainda nesta quarta para tratar dos pontos de discordância.

Um dos principais e mais polêmicos trechos da matéria trata da mudança da alíquota de contribuição dos servidores. A categoria sugere que seja de 11%. Na proposta enviada pelo Executivo, entretanto, as alíquotas seriam de 12% a partir de 2019; 13% a partir de 2020 e 14% a partir de 2021.

À reportagem, a vereadora Sabrina Garcêz (PTB), presidente da CCJ, afirmou que a discussão não deve passar da próxima quarta-feira, dia 22. O relatório do vereador Wellington será apreciado e, sendo aprovado ou não, segue para plenário.

“Não existe necessidade de consenso com a prefeitura. Caso não chegue a uma definição, a matéria vai a plenário e as emendas serão apreciadas uma por uma”, explicou Sabrina.

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