Iris e Vanderlan divergem sobre polos industriais e concessão da Saneago em Goiânia

Candidatos a prefeito da capital participam do primeiro debate deste segundo turno promovido pela Rádio Interativa

Iris e Vanderlan no debate da Interartiva

Iris e Vanderlan no debate da Interativa

Na primeira oportunidade de embate de ideias entre os candidatos à Prefeitura de Goiânia no segundo turno das eleições 2016, ficou evidente a divergência entre os planos de governo de Iris Rezende (PMDB) e Vanderlan Cardoso (PSB). O debate promovido pela Rádio Interativa na manhã desta segunda-feira (17/10), trouxe um formato em que todas as perguntas foram feitas de candidato para candidato.

Vanderlan tem como uma de suas propostas, o incentivo a implantação de mais polos industriais em Goiânia, especialmente para aumentar a geração de emprego e renda em época de crise. Quando questionou o candidato do PMDB sobre o assunto, Iris respondeu que “Goiânia não foi estruturada nem pensada para ser um polo industrial. Foi pensada para ser capital do Estado, uma cidade administrativa que abriga os órgãos públicos. Sua vocação é outra, mas a cidade também se desenvolve a cada dia na área de serviços.”

Voltando à questão, Vanderlan completou. “Acho que a área de serviços é muito importante para a geração de emprego e renda, mas também temos muitos pólos que não são poluentes. Há 16 anos, antes do início dos governos PT-PMDB, a vocação de Goiânia era a confecção. Era o 3º maior do Brasil e hoje é 14º ou 15º. Podemos investir mais nos polos de confecção, serralheria, marcenaria, pólos tecnológicos, que não é poluente.”

Ainda durante o debate, Iris voltou a dizer que pretende revogar a concessão do serviços de serviços de água e esgoto sanitário de Goiânia à Saneago, mesmo com a sanção da lei em abril deste ano, pelo prefeito Paulo Garcia, que renovou a concessão por mais 30 anos.

Vanderlan lembrou que a renovação já está sancionada, mas propôs uma participação mais contundente da Prefeitura nas decisões dentro da estatal. “Para reaver a concessão, a prefeitura teria que pagar uma quantia bilionária ao Estado, o que é inviável de se fazer. Mas quero lembrar que, além da renovação da concessão, também foi aprovado a criação da Agência de Regulação, Controle e Fiscalização de Serviços Públicos de Goiânia e a nossa ação será no sentido de participar ativamente das decisões dentro da estatal, além de requerer que o município tenha participação nos lucros.”

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