Iris é apontado como fiador de críticas de Agenor Mariano

Pré-candidato ao Paço Municipal, ex-prefeito seria mandante dos recados do vice, que reprovam ações de Paulo Garcia (PT) e do secretário de Finanças, Jeovalter Correia

Ex-prefeito de Goiânia, Iris Rezende | Foto: Fernando Leite

Ex-prefeito de Goiânia, Iris Rezende | Foto: Fernando Leite

Se o clima está quente entre deputados do PT e PMDB na Assembleia Legislativa após novas investidas do vice-prefeito de Goiânia, Agenor Mariano (PMDB), contra as ações do Paço Municipal, na Câmara de Vereadores o panorama é de apreensão na base aliada. Especialmente com os peemedebistas, abordados pelo Jornal Opção durante a sessão da manhã desta quinta-feira (12).

Mas quem estaria dando o aval para as críticas à gestão petista, que tem como trampolim o reajuste do Imposto sobre Propriedade Territorial e Urbana (IPTU/ITU)? Um murmurou, mas pisou no freio para não se encrencar com a cúpula do partido. “Quantas matérias foram votadas e o PMDB apoiou a prefeitura? Muitos entendem [as declarações] como fim da parceria, o que não é verdade. A falta de sintonia entre prefeito, vice e nós, da Câmara, não significa rompimento.”

Izídio Alves fala publicamente. Saindo a passos largos do plenário pelos corredores e escadas da Câmara rumo à garagem, antes de acabar a sessão, provoca: “Falta a conversa certa sobre a coisa certa na hora certa. O Agenor, como vice, precisa ter responsabilidade com o que diz”.

As críticas do vice-prefeito soaram como surpresa para a bancada peemedebista. Mas para o ex-presidente da Casa, Clécio Alves foi uma alegria, aponta um vereador. “Pois ele nunca quis votar ou aprovar o reajuste. Nunca contamos com o apoio dele. O Agenor falou o que o Clécio sempre diz.”

Outro atesta que as declarações refletem no claro rompimento entre PMDB-PT na capital. “São dois supostos caminhos. O recado pode ter vindo de Iris Rezende, líder maior do partido e pré-candidato a prefeito, ou de empresários que prometem bancar o Agenor no ano que vem.” O Paço Municipal, afiança o mesmo aliado, não tem o PMDB na mão para apreciar o IPTU/ITU.

Para o líder do prefeito, Carlos Soares (PT), a situação está obscura até o momento e deve ser resolvida nos próximos dias. “Por isso, o desencontro de interesses tem de ser resolvido antes que a matéria chegue em plenário”, observa o petista.

A reprovação às ações do secretário de Finanças, Jeovalter Correia, visam retirá-lo do cargo. Porém, Paulo Garcia já adiantou a aliados que não vai aceitar a saída do auxiliar em janeiro de 2016, como anunciado pelo próprio titular da pasta — também não há chance de demissão.

A previsão é que o projeto do IPTU/ITU chegue à Câmara na segunda-feira (16). Nesse cenário há indecisão sobre quando haverá encontro entre a bancada peemedebista com a executiva do diretório metropolitano. A intenção é definir posicionamento durante votação da matéria na Casa.

Mas a ex-líder da prefeitura Célia Valadão defende que a conversa ocorra ainda nesta tarde. “Nem fui informada nem convidada. Mas se depender de mim nos reuniremos nesta quinta-feira, como pedi ao presidente”, informa, referindo-se ao deputado estadual Bruno Peixoto.

Reflexo em 2016

Para Eudes Vigor, a crise política pode resultar em dificuldades na corrida eleitoral do ano que vem. “Tem reflexo diretamente nas eleições de 2016, pois existe aliança em andamento. E o posicionamento do Agenor nos leva à reflexão”, diz.

Já Wellington Peixoto vê que a reprovação do vice é especificamente quanto ao projeto do IPTU/ITU. “Apoiamos o Paulo Garcia, é uma questão isolada.”

Uma resposta para “Iris é apontado como fiador de críticas de Agenor Mariano”

  1. Avatar Paulo Sérgio disse:

    Muita tempestade para apenas um copo ‘água. Penso que o que acontece é apenas momentos de insatisfação, os dois partidos querem encabeçar uma chapa para 2016, porém ninguém se dá ao luxo de abrir mão para uma provável vice do outro, acho que a centelha da inflamação ocorreu na semana passada quando uma deputada do PT se rendeu aos seus apoiadores e se posiciona como uma pré candidata do PT, então o PMDB esta dando resposta a esta posição petista. Nosso Vice Prefeito Agenor Mariano, antes de ser um agente politico é um cidadão e humano, não é máquina que possa aceitar tudo que o paço programar para ele, acho justo e de direito dele fazer críticas à administração, aliás a nossa lei maior nos imputa esse direito de ir e vir, vivemos a democracia, portanto somos livres para nos posicionar conforme o que pensamos. Talvez o erro foi apenas o momento, que esta propício, porém é nosso direito aprovar ou desaprovar atos de poder público em geral.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.