Iris cobra Câmara por ações para o transporte coletivo e vereadores rebatem

Parlamentares explanaram ao prefeito o trabalho realizado pela CEI dos Transportes, comissão do BRT e a apresentação de projeto de lei pela municipalização do serviço

Prefeito Iris Rezende apresentou contas do primeiro quadrimestre | Foto: Divulgação / Prefeitura de Goiânia

O transporte coletivo em Goiânia foi um dos temas discutidos em plenário durante prestação de contas do prefeito Iris Rezende (PMDB) na Câmara Municipal de Goiânia nesta segunda-feira (29/5). Quando questionado se possui um plano efetivo para o transporte coletivo, o prefeito respondeu que a situação é “confusa” que se sente imponte diante do problema porque, segundo ele, são muitos os poderes que decidem sobre o tema.

Iris pediu que a Câmara Municipal agisse na questão e asseverou que “nos últimos quatro meses não viu nenhuma ação concreta do poder Legislativo para resolver o problema do sistema de transporte”.

O prefeito foi então prontamente corrigido pelos vereadores, que elencaram o trabalho realizado pelo Legislativo nos últimos meses. “O transporte coletivo é um dos, senão o assunto mais discutido por todos os vereadores”, disse Jorge Kajuru (PRP), autor de um projeto pela municipalização do transporte coletivo em Goiânia, com tarifa diferenciada para cidades da Região Metropolitana.

O vereador Alysson Lima (PRB) também discordou do prefeito e descreveu o trabalho realizado pela já encerrada Comissão do BRT, os trabalhos em desenvolvimento da Comissão Especial Inquérito (CEI) do Transporte, além de visitas frequentes dos vereadores aos terminais de ônibus.

Para Alysson, “existe uma diferença entre o candidato e o gestor, pois como candidato prometeu solução para o transporte e hoje está transferindo para a Câmara a decisão enquanto a população sofre sem uma solução”.

Com as críticas, Iris Rezende prometeu analisar a proposta do vereador Kajuru e disse que, se aprovado e não tiver impedimentos legais, pode sancionar o projeto. “Com toda cautela que o momento exige, posso dizer que o que está aí hoje, sob aspecto legal e da eficiência de atender os anseios da população, não é possível continuar”, e disse ainda que, se for preciso, vai criar um “transporte interno” para Goiânia.

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