Irã nega ter derrubado avião ucraniano que deixou 176 mortos

Nota do Teerã é resposta às suspeitas dos EUA, que apontam que possível sistema antimíssil teria abatido aeronave acidentalmente. Canadá reforça suspeitas 

Restos de um avião pertencente à Ukraine International Airlines | Foto: reprodução

Após os agentes do setor de inteligência dos Estados Unidos apontar nesta quinta-feira, 9, que o sistema de defesa aérea do Irã teria derrubado o voo PS752 de maneira acidental, representantes do governo iraniano negam a versão e dizem não terem participação na tragédia, que resultou na morte de 176 pessoas de diversas nacionalidades.

Segundo os funcionários ouvidos pela agência Reuters, satélites americanos teriam detectado o lançamento de dois mísseis momentos antes da queda da aeronave em Teerã. Horas mais tarde o presidente Donald Trump confirmou a hipótese. “Alguém pode ter cometido um erro no outro lado, não no nosso sistema”, afirmou.

Reforçando as suspeitas americanas, o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, declarou mais tarde que de fato a queda do avião no Teerã teria sido causada por um míssil iraniano. Apesar disso, o primeiro-ministro também não apresentou provas concretas. “Dados demonstram que o avião foi abatido por um objeto lançado do solo. Isso mostra a necessidade de uma investigação completa sobre o caso”, disse.

Em resposta sobre as suspeitas, o Irã disse ser cientificamente impossível que o avião tenha sido atingido por um míssil.

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