Juiz negou liminar do Instituto que buscou anular suspensão de atendimentos de novos pacientes

Fachada do Ingoh, em Goiânia / Foto: Fábio Costa

A Justiça goiana negou liminar que buscava anular a suspensão de cadastramento para atendimento de novos pacientes do Instituto de Assistência dos Servidores Públicos do Estado de Goiás (Ipasgo) no Instituto Goiano de Oncologia e Hematologia (Ingoh).

O instituto é alvo da Operação Metástase, que investiga fraudes em auditorias médicas junto ao Ipasgo. O esquema teria desviado pelo menos R$ 50 milhões do plano de saúde dos servidores públicos.

O juiz Wilton Müller Salomão, da 5ª Vara da Fazenda Pública Estadual observou que a suspensão cautelar do credenciamento ocorreu em virtude de condutas consideradas graves por parte do Ingoh.

O juiz também levou em conta o conjunto probatório constante nos autos, apresentado pela PGE, para decidir pelo indeferimento do pedido de liminar.

Resposta

Nota resposta ao Jornal Opção

O Instituto Goiano de Oncologia e Hematologia (INGOH) informa que mantém normalmente os atendimentos aos pacientes de Ipasgo que já fazem uso dos serviços oferecidos pela instituição, a fim de que não tenham prejuízo na continuidade de seus tratamentos.

Em relação à afirmação proferida por este veículo de comunicação de que pacientes do Instituto teriam recebido remédios proibidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o INGOH repudia veementemente. Primeiro, porque jamais o fez e, segundo, porque tal acusação sequer foi imputada à instituição no curso das investigações.

Como maior interessado, o INGOH já recorreu de tal decisão e aguarda o julgamento do mérito. O Instituto mantém sua postura ética e transparente junto à população goiana, assim como reitera colaboração com eventuais investigações em que é chamado a participar e contribuir.

*Matéria atualizada no dia 28/05/20 para correção de informação.