Investigados pela PF, Wesley e Joesley Batista são suspensos da direção da JBS

Com decisão judicial, irmãos foram proibidos de ocupar cargos de destaque; Júnior Friboi e o pai, José Batista Sobrinho, assumiram comando da multinacional

Júnior Friboi e os irmãos Joesley e Wesley Batista

Júnior Friboi e os irmãos Joesley e Wesley Batista

Depois que Wesley e Joesley Batista foram alvo da Operação Greenfield e acabaram proibidos pela Justiça de exercer cargos executivos, a JBS anunciou que os dois estão temporariamente suspensos dos cargos que ocupavam na empresa, respectivamente a vice-presidência e presidência do Conselho de Administração. Wesley também era diretor-presidente da companhia.

Agora, quem assume interinamente a JBS é José Batista Júnior, mais conhecido como Júnior Friboi, enquanto José Batista Sobrinho (fundador do grupo e pai de Júnior, Joesley e Wesley) atuará como presidente do conselho de administração. Depois que os dois irmãos receberam ordens de busca e apreensão e condução coercitiva, as ações da JBS tiveram queda na bolsa.

A decisão que os afastou foi proferida pelo juiz federal Vallisney de Souza, que ordenou que eles se afastem de qualquer função de direção em empresas ou grupos empresariais, além de qualquer atividade em mercados financeiros e de capitais. A JBS já informou que os irmãos vão recorrer.

Outra empresa afetada pela decisão judicial é a Eldorado Brasil, que produz celulose e faz parte do grupo. Ricardo Gaertner assume o conselho de administração e a vice-presidência passa para o comando de Francisco de Assis.

No comunicado à imprensa, Friboi destacou a confiabilidade da empresa: “Assumo a JBS com o compromisso de dar continuidade ao crescimento sustentável da companhia”, declarou. “A JBS possui uma robusta estrutura global e regional de negócios, com executivos de alta qualidade e uma sólida governança”, finaliza.

Operação Greenfield

Deflagrada no último dia 5, a Operação Greenfield investiga desvios nos quatro maiores fundos de pensão do Brasil: Funcef (fundo de pensão de funcionários da Caixa Federal), Petros (da Petrobras), Previ (do Banco do Brasil) e Postalis (dos Correios).

Os irmãos Batista foram ouvidos pela Polícia Federal pela suspeita de que a Eldorado tenha sido fundida com a Florestal com recursos vindos do Funcef e da Petros. Os aportes de capital também teriam financiado a criação da FIC Florestal.

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