Investigado por abuso de paciente no Hospital Goiânia Leste se entregou e foi preso

Delegada responsável pelo caso explica que as imagens das câmaras deixam claro que houve estupro

Foto: Polícia Civil

De acordo com a Polícia Civil, o técnico de enfermagem investigado pelo estupro de uma estudante de arquitetura no Hospital Goiânia Leste, identificado como I.C.B., 41 anos, se entregou à polícia nesta quarta-feira, 29, e foi preso.

A detenção é decorrente de mandado de prisão expedido pela Comarca de Goiânia na noite de terça-feira, 28. Segundo a delegada da Delegacia da Mulher, responsável pelo caso, Paula Meotti, as imagens são claras e explicitam que houve abuso. 

Ela estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital e ele fechou a cortina do leito para praticar os atos libidinosos. A vítima morreu, mas a assessoria do hospital garante que o falecimento não foi decorrente do ocorrido. Confira nota:

No dia 17 de maio de 2019, os responsáveis pela UTI do Hospital Goiânia Leste receberam a denúncia de abuso sexual da paciente de 21 anos por meio de uma das técnicas de enfermagem da equipe. No mesmo momento, a direção tomou as primeiras medidas com o objetivo de proteger a paciente e investigar o ocorrido.

O técnico de enfermagem acusado pela paciente foi imediatamente suspenso e afastado da sua função. Um boletim de ocorrência com a denúncia foi registrado pelos responsáveis da UTI na Delegacia da Mulher, no dia 21/05/2019 e o funcionário foi demitido por justa causa nesse mesmo no dia. Posteriormente, também por iniciativa da empresa de UTI, o vídeo que mostra o suposto assédio do ex-funcionário, consistente num possível toque nas partes íntimas da paciente, também foi entregue à delegada responsável pelo caso.

Cada um dos 20 leitos geridos pela UTI possui câmera individualizada, que funciona e grava toda a movimentação da UTI, 24 horas por dia. Ao ex-funcionário foi dada a oportunidade de ver as imagens, o que foi recusado por ele.

Além de ter tomado as medidas necessárias sobre a denúncia, coube aos diretores da empresa de UTI comunicar aos pais da paciente sobre o fato e sobre as medidas já tomadas. Esclarece, por fim, que a causa da morte da paciente, em 26/05/2019, não possui qualquer relação com os tristes fatos ocorridos.  A empresa está à disposição das autoridades para fornecer qualquer informação adicional que possa ajudar na investigação da denúncia.

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