Investigações da Operação Lava Jato completam um ano

Nesse tempo, o MPF conseguiu recuperar cerca de R$ 500 milhões desviados da Petrobras. 12 acordos de delação premiada foram assinados, 64 mandados de prisão foram executados e 19 ações criminais foram propostas contra 87 investigados

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Um ano após a deflagração da primeira fase da Operação Lava jato, o Ministério Público Federal (MPF) conseguiu recuperar cerca de R$ 500 milhões desviados da Petrobras. Ao chegar à décima fase, cumprida esta semana, 64 mandados de prisão foram executados e 19 ações criminais propostas contra 87 investigados. Os números fazem parte do balanço mais recente sobre o trabalho da força-tarefa do MPF que atua exclusivamente no caso.

Até agora, 12 acordos de delação premiada foram assinados, entre eles, o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa. De acordo com o levantamento, 52 políticos estão sendo investigados, a maioria parlamentares, com inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Superior Tribunal de Justiça (STJ), pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Os valor do desvio de recursos chega a R$ 2,1 bilhões.

As investigações preliminares da Lava Jato começaram em 2009,  a partir da apuração do envolvimento do então deputado federal José Janene (PP), que morreu em 2010,  com os doleiros Alberto Youssef e Carlos Habib Charter, dono de um posto de combustível e de um Lavo Jato em Brasília, que inspirou o nome da operação.

Em 2013, a Polícia Federal descobriu quatro organizações criminosas, todas comandadas por doleiros.  Com base no monitoramento dos suspeitos, os investigadores  chegaram a Paulo Roberto Costa, que recebeu um veículo da marca Land Rover como presente do doleiro Alberto Youssef.

A partir daí, por meio de depoimentos de delação premiada, os investigadores descobriram a participação de dirigentes de empreiteiras, que organizaram um clube para combinar quais empresas participariam das licitações da Petrobras. Os executivos estão presos há 120 dias na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

Além dos dirigentes das empresas, também estão presos o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró, o ex-diretor de Serviços Renato Duque e Paulo Roberto Costa, que cumpre prisão domiciliar, por ter delatado o esquema de corrupção na estatal. Segundo as investigações, o PP, PT e PMDB  eram beneficiados com recursos de contratos superfaturados da estatal. Os partidos negam que tenha recebido recursos oriundos de propina.

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