Invenção goiana, bronzeamento natural ganha mercado brasileiro

Procedimento com técnica chamada “fitagem”, consiste em “biquíni de esparadrapo” ou fita isolante

Clipe da música “Vai Malandra”, da cantora Anitta, feito em um espaço de bronzeamento natural. Foto: Reprodução.

As “marquinhas” causadas na pele pelo sol são tendência de verão. Algumas preferem ganhá-las indo às praias, cachoeiras e rios, mas outras optam por um procedimento com mais dedicação estética. O bronzeamento natural, técnica genuinamente goiana, tem se tornado um negócio dos mais lucrativos, tanto que Goiás lidera o ranking nacional do procedimento, seguido pelo Rio de Janeiro e pelo Ceará.

A ideia começou em 1999, quando, motivada pela falta de praia em nosso Estado e pela timidez de mulheres que não se sentiam à vontade de biquíni em clubes e outros pontos de lazer, uma goiana criou o bronzeamento natural. O processo é feito a partir de uma técnica chamada “fitagem”, que consiste em um “biquíni de esparadrapo” ou fita isolante, que delineia a área a ser bronzeada e dá mais precisão ao bronze e à marquinha, sempre se respeitando o biótipo e o corpo da pessoa. Então, a pessoa se expõe ao sol entre as 7h e as 10h por um período entre uma hora e meia e duas horas, a depender do tipo de pele.

No entanto, esse bronzeamento não traz efeitos duradouros. Até que se chegue à cor desejada, o ideal é que a cliente faça sessões de 15 em 15 dias, e, depois que atingir o bronze almejado, faça manutenção mensal para a pele não perder a cor. Uma vez atingida a cor desejada, recomenda-se que a pessoa faça sessões regulares entre quatro e seis meses depois da última sessão.

Precauções e durabilidade

Alguns cuidados devem ser tomados antes de realizar o procedimento. É importante realizar uma boa higienização na pele, passando para a montagem do biquíni, para então se submeter à exposição ao sol, com hidratação correta da pele após o procedimento.

Para ter sucesso no resultado, a pessoa deve evitar banhos muito quentes e ingerir alimentos ricos em betacaroteno, aqueles de cor geralmente amarela e alaranjada, como cenoura, manga, moranga, abóbora, batata-doce, beterraba, damasco, etc.

Personal Bronze

A empresa que realiza o procedimento deve atender a algumas exigências antes de ser credenciada pela Vigilância Sanitária. Os “personal bronze”, como são chamados os profissionais da área, devem passar por cursos de qualificação e o espaço onde se fará o bronzeamento deve ser independente e adequado, com macas higienizadas, banheiros, duchas e materiais descartáveis. Piscina é um item a mais, mas não é item obrigatório. Outras exigências não são cobradas pelos órgãos de saúde, pois esta ainda não é uma atividade reconhecida oficialmente.

 

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