Invasores da Seduce responderão por corrupção de menores e danos ao patrimônio

Grupo composto de 18 adultos e 13 adolescentes foi ouvido pela Polícia Civil, na noite da último terça-feira. Maiores aguardam audiência de custódia

As 31 pessoas, presas em flagrante esta semana, ao invadir pela segunda vez a sede da Secretaria de Estado de Educação, Cultura e Esporte (Seduce), na Avenida Anhanguera, no Setor Oeste, em Goiânia, foram ouvidas na noite da última terça-feira (16/02) pela Polícia Civil.

O grupo, composto de 18 adultos e 13 adolescentes, prestou esclarecimentos ao delegado Breyner Vasconcelos Cursino, da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), sobre os danos ao patrimônio público constatados por testemunhas no prédio da secretaria, como mobiliários destruídos, portas arrombadas e esvaziamento de extintores contra incêndio. Testemunhas ouvidas pelo delegado afirmaram, ainda, que os invasores usavam máscaras e estavam armados com correntes e pedaços de pau.

Na noite da última segunda-feira (15), a ação do grupo foi frustrada pela Polícia Militar (PM), minutos após a invasão à Seduce. Presos em flagrante, os maiores de idade poderão ser condenados por corrupção de menores e por dano qualificado ao patrimônio público.

Os invasores adultos serão submetidos até a próxima quinta-feira (18) a audiências de custódia, ocasião em que a Justiça vai determinar se responderão ou não pelas acusações em liberdade.

Os menores que participaram da invasão vão responder pelo ato infracional de dano ao patrimônio público. Eles foram encaminhados para a Delegacia de Apuração de Atos Infracionais (Depai) de Goiânia e liberados em seguida.

Em nota, o Governo de Goiás afirmou que respeita as manifestações democráticas, mas asseverou não compactuar com ações criminosas que, segundo a gestão, são articuladas por movimentos que manipulam os estudantes com claros objetivos políticos.

Em missão comercial à Oceania, o governador Marconi Perillo (PSDB) declarou na segunda-feira (15) que a invasão à Seduce trata-se de “uma tentativa de radicais rancorosos de desviar o foco dos autores dos escândalos políticos e desastres econômicos protagonizados por setores do PT”.

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