Internações por infarto caem 45% durante a pandemia em Goiânia

Com baixas internações, há possibilidade de aumento de risco de morte

UTI cardiológica do Hospital Anis Rassi | Foto: Ascom/ Divulgação

O Hospital do Coração Anis Rassi registrou uma queda de 45% nas internações por Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) entre 15 de março, início do isolamento social para conter avanço da pandemia de Covid-19 em Goiás, e o dia 15 de maio.

O levantamento foi realizado pelo cardiologista Humberto Graner Moreira, membro do corpo clínico e coordenador da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Cardiológica do Hospital Anis Rassi.

A queda na busca de hospitalização pode levar ao aumento nos casos de mortes por infarto. Na Itália, durante a pandemia, enquanto as hospitalizações por infarto do miocárdio caíram 50%, a taxa de mortalidade decorrente deste problema triplicou.

“Em Goiás, temos verificado o mesmo fenômeno, o que é alarmante, pois a demora em procurar atendimento atrasa o tratamento e aumenta o risco de complicações e morte”, observa Humberto Graner.

Para evitar a repetição deste grave problema que atingiu a Itália, médicos vêm alertando a população para a necessidade de continuação de acompanhamento e da busca imediata por assistência médica diante dos primeiros sintomas.

Aumento de casos

Os profissionais ressaltam que doenças cardíacas e problemas, como o infarto, não estão em quarentena e continuam atingindo a população.

Apenas em 2020, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, os problemas cardiovasculares já provocaram mais de 150 mil mortes. O estresse e sedentarismo agravados pelo distanciamento social aumentam os riscos destas doenças e exigem ainda mais atenção da população.

Além das consultas, o hospital está realizando procedimentos eletivos em hemodinâmica, como cateterismo, angioplastia e TAVI (Tratamento Transcateter da Valva Aórtica), e outros atendimentos para diagnóstico e terapêutica com a segurança e a qualidade que caracterizam os serviços prestados pelo hospital há 17 anos.

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