Levantamento da Abramet apontou 13 mil internações de ciclistas no SUS desde 2010

Biclicleta e corpo do aposentado Elson Severino da Silva, atropelado e morto por um motorista que tinha bebido

A Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) realizou uma levantamento que apontou que, desde 2010, quase 13 mil ciclistas foram internados no Sistema Único de Saúde (SUS) após acidentes.

Anualmente, os gastos com tratamentos de traumas envolvendo ciclistas somam R$15 milhões todos os anos. Os dados também mostraram que 13.718 condutores de bicicletas morreram em acidentes de trânsito, sendo 60% deles vítimas de atropelamento.

Nos últimos dez anos, as internações hospitalares resultantes de colisões entre ciclistas e outros veículos subiu 57%. De 1.024 em 2010, passaram a 1.610, em 2019. De janeiro a junho deste ano, foram registradas 690 internações. Entretanto, os óbitos foram reduzidos em todos os acidentes em 15%, enquanto em colisões com outros veículos caiu 10%.

O coordenador da Comissão de Atendimento Pré-Hospitalar da Abramet, Carlos Eid, alertou para a importância da administração pública promover a construção de vias específicas, além de melhorar a sinalização para ciclistas e condutores de outros veículos.

“Com a sinalização praticamente ausente em muitas cidades, é o ciclista que tem que criar as suas próprias regras”, observou.

O estudo apurou que em 50% dos acidentes, não se sabe exatamente como ele ocorreu. Em 30% das internações, o ciclista colidiu com outros veículos. Em 55%, houve queda do ciclista sem colisão. E em 15%, houve colisão do ciclista com obstéculos fixos ou outros ciclistas.