Inter UFG vira alvo de investigação do MPF após disputa machista

Órgão investiga se evento promoveu discriminação, após ser divulgado “regulamento” que classificava mulheres por beleza e cor de pele

Divulgação/Facebook

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O Ministério Público Federal em Goiás (MPF-GO) anunciou, nesta segunda-feira (6/6), que instaurou procedimento para investigar se os Jogos Internos da UFG, mais conhecidos como Inter UFG, promoveram discriminação atentatória aos direitos humanos, após divulgação de um “regulamento” que classificava mulheres por beleza e cor de pele em uma espécie de competição de conotação sexual.

O chamado “Ranking da Pegação” foi divulgado em redes sociais e dava a maior pontuação para quem mantivesse relações sexuais durante a realização da 10ª edição do Inter UFG.

Conforme nota, o órgão já enviou à reitoria da UFG um ofício em que requisita informações acerca das providências adotadas pela universidade, visando a apuração dos fatos narrados.

O MPF também espera apurar se a universidade possui alguma relação com o Inter UFG, além de pedir “a aplicação de sanções aos responsáveis pela utilização indevida de nomes e bens da instituição para a promoção do evento”.

No final de maio, a universidade já havia se manifestado a respeito do episódio, quando proibiu o evento de ter o nome vinculado ao da instituição em suas próximas edições. Na ocasião, o reitor Orlando Amaral informou que seria aberto processo de sindicância com a constituição de uma comissão para apurar os fatos.

Os organizadores do Inter UFG alegam desconhecer a autoria da publicação, a qual, segundo os mesmos, não foi realizada por “uma pessoa autorizada”.

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