Inteligência artificial atua no combate à violência contra a mulher

Robô Glória poderá acumular mais de 20 milhões de acessos num período de três anos, o que significaria um aumento de 4000% no atendimento a mulheres

Foto: Reprodução

Nesta quinta-feira, 7, a robô Glória, uma inteligência artificial que atua no combate à violência contra a mulher receberá moção de aplauso na Câmara Municipal de Goiânia, a partir das 9h. Às 14h, ela estará no auditório Carlos Eurico, à disposição de quem quiser conversar ou denunciar casos de violência contra a mulher.

Glória armazena as informações e trabalha para construir conteúdos e dados que ajudarão na formulação de políticas públicas para combater o problema. A robô não só ouve as mulheres, como também interage e responde, a partir dos dados já coletados.

Depois da Câmara Municipal, ela seguirá, às 16h30, para a Cifarma, para comemoração dos dois anos do Núcleo Goiás do Grupo Mulheres do Brasil. Lá, ela participará de debate com a procuradora Ariana Garcia Telles, a vereadora Dra. Cristina (PSDB) e a professora Cristina Castro Lucas, coordenadora do projeto Glória.

Segundo Cristina Castro Lucas, a inteligência artificial pode ser mais efetiva para o atendimento de especificidades existentes no Brasil, um país com grandes diferenças culturais, de idade e situação econômico-social, já que a ideia é que a robô tenha mais de 20 milhões de acessos num período de três anos, o que significaria um aumento de 4000% no atendimento a mulheres que receberam algum tipo de apoio psicológico, informativo ou jurídico sobre violência.

“Visamos criar um conjunto de relatórios em que será possível realizar diversas análises, como segmentação por faixa etária, por local, cross-linking e modelagem com dados socioeconômicos e identificação de padrões de ocorrência de violência contra mulheres e meninas. Tais análises permitirão identificar a situação individual delas no Brasil, de forma anônima e autopreservada”, explica a professora.

Segundo a ONU Mulher, a violência contra as mulheres é uma das violações mais generalizadas dos direitos humanos. Estima-se que aproximadamente 35% das mulheres do mundo tenham sofrido violência física e/ou sexual por parceiro íntimo ou violência sexual por não-parceiro. No Brasil, desde a criação da Lei Maria da Penha, em 2006, a produção de dados estatísticos sobre essa temática passou a ser uma recomendação legal.

Como presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Câmara, Dra. Cristina vê no projeto uma ferramenta importante no combate à violência contra a mulher. “A agressão parte muitas vezes do homem que diz amá-las e nem sempre é fácil se expor. Mas, com a robô Glória, trata-se de uma conversa ‘entre amigas’”. A vereadora destaca que é preciso denunciar qualquer tipo de violência, para que ela tenha fim e o agressor seja punido.

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