Instrumentistas goianos do Brasil In Trio apresentam CD de inéditas na Argentina e no Chile

Disco “Brasil In Trio Interpreta Alessandro Branco” foi lançado em Goiânia há dois meses, com dez composições inéditas e arranjos autorais. Confira algumas ao final da matéria 

CD “Brasil In Trio Interpreta Alessandro Branco”, que traz dez composições inéditas com o melhor do Choro, do Samba, do Maxixe, do Maracatu e do Baião

CD “Brasil In Trio Interpreta Alessandro Branco”, que traz dez composições inéditas com o melhor do choro, do samba, do maxixe, do maracatu e do baião

Com participação expressiva nos eventos musicais realizados em Goiás e qualidade inquestionável da música produzida, o grupo Brasil In Trio levará seus sons instrumentais à Argentina a partir dessa quinta-feira (10/7), onde farão um concerto de lançamento em Buenos Aires e em La Plata do CD “Brasil In Trio Interpreta Alessandro Branco”.

O disco é formado por composições inéditas do professor e instrumentista goiano que dá nome ao disco, que concedeu total liberdade aos instrumentistas quanto aos arranjos. Aproveitando a estadia no exterior, o trio ministrará oficinas de pandeiro brasileiro (com o percussionista Diego Amaral), sopros (com o saxofonista e flautista Everton Luiz) e violão 7 cordas (com o violonista Julio Lemos). As aulas serão ministradas no Instituto de Percussão Siete Octavos-Buenos Aires até o dia 14 próximo, quando os músicos goianos seguem para Santiago, capital do Chile. O trio parte nesta terça-feira (8) e só retorna aos palcos de Goiás após o dia 18.

Diego Amaral:  “A expectativa é a melhor possível, pois os argentinos gostam muito de música brasileira e nosso disco é recheado de música popular brasileira, muitas delas inéditas”

Diego Amaral: “A expectativa é a melhor possível, pois os argentinos gostam muito de música brasileira e nosso disco é recheado de música popular brasileira, muitas delas inéditas”

Em entrevista ao Jornal Opção Online um dia antes da viagem, Diego Amaral ressaltou se tratar de uma oportunidade e tanto para o trio, já que o Siete Octavos-Buenos Aires é um instituto de peso na área musical. “Estava nessa escola na semana passada, simplesmente, o melhor congueiro do mundo, chamado Giovanne Hidalgo”, ressalta. Segundo o percussionista, a possibilidade da viagem se deu a partir da criação do site do grupo, cuja visibilidade chegou até um dos responsáveis pela escola, e os contatos foram iniciados.

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“Aproveitamos a oportunidade para divulgar nosso trabalho e creio que foi pela qualidade do material que conseguimos reunir no CD”, diz. O custeio da viagem foi todo por conta do Brasil In Trio, que encara a turnê como férias e aproveitará ainda para levar aos argentinos o espírito solidário do brasileiro. “O responsável pela escola me questionou se teria algum problema em pedir uma contribuição aos interessados nas oficinas, que será água mineral para os moradores que estão sofrendo com as fortes chuvas no litoral do país”, conta o músico. “A expectativa é a melhor possível, pois os argentinos gostam muito de música brasileira e nosso disco é recheado de música popular brasileira, muitas delas inéditas”, acentua Diego, conhecido e admirado por respirar, exalar e se alimentar de percussão.

Sobre o Brasil In Trio

Inicialmente com o nome Choro In Trio, o grupo se formou ainda em 2007, mas a diversidade da Música Popular Brasileira (MPB) levou os três goianos a se rebatizarem, o que permitiu também uma abertura maior ao repertório –– expressa no CD “Brasil In Trio Interpreta Alessandro Branco”, que traz o melhor do choro, do samba, do maxixe, do maracatu e do baião, só para citar alguns dos nossos principais gêneros. Dentre as características do grupo estão arranjos instrumentais inovadores e surpreendentes de canções muitas vezes já bem conhecidas dos amantes da boa música, além das inéditas que são diamantes aos ouvidos mais exigentes.

Graduados em Música pela Universidade Federal de Goiás (UFG), sendo dois deles (Julio Lemos e Everton Luiz) mestres em música pela mesma universidade, o trio concilia as atividades do grupo com solos (por exemplo, a turnê pela Europa feita pelo violonista Julio Lemos como concertista) e outros músicos, caso da turnê em que Diego Amaral acompanhou o violonista Yamandu Costa, em 2007.

E os três já estiveram ao lado de músicos e compositores renomados como Joel Nascimento, Gabriel Grossi, Zé da Velha, Nelson Faria, Toninho Horta, Leila Pinheiro, Hamilton de Holanda (abertura do show no projeto Música no Campus, da UFG) e Fernando César. Marcaram presença ainda no Festival de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica) da cidade de Goiás (Fica) em 2010, 2013 e 2014, além de participações nas iniciativas musicais promovidas pelo SESC, como: Sarau Sesc (anos de 2009, 2010 e 2011) e no projeto Vozes, no ano de 2012. Todos eles conseguem ainda ser professores de música, como pode ser conferido no site do grupo.

Vale frisar que foram os músicos do Brasil In Trio, então Choro In Trio, alguns dos que encabeçaram o projeto de música instrumental brasileira conhecido do goianiense, o Goiânia Revive o Choro, antes situado no Grande Hotel da Avenida Goiás com a Rua 3, e que deixou saudade.

Já que o assunto é música, melhor finalizar a matéria com uma palinha das inéditas do “Brasil In Trio Interpreta Alessandro Branco”, confira:

Repentista

Sambião

Maracatudo

Deixa Disso

Chorando no Vale

Tio Patinhas

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