“Insegurança total”, diz representante da Região da 44 após proposta de lockdown 14×14

Para Jairo Gomes, presidente da AER44, administração pública não fez tarefa de casa para prevenir casos da Covid-19

Região da 44, em Goiânia, é famoso por seu comércio / Foto: Google Maps

“Insegurança total”, é como Jairo Gomes, presidente da Associação dos Empresários da Região da 44 (AER44), define o sentimento dos lojistas da localidade nesta segunda, 29, após anúncio de isolamento 14×14, feitos pelo governador Ronaldo Caiado (DEM) e acatado pelo prefeito de Goiânia, Iris Rezende (MDB).

“Nós temos o decreto, que está valendo até o momento de reabertura amanhã, às 9h. Isso vai acontecer”, afirmou Jairo ao Jornal Opção. De acordo com ele, ainda não teve chance de conversar com o prefeito depois da decisão, mas disse que as últimas informações que recebeu é que ele está analisando.

“Eu tenho dito que não há dificuldade nenhuma em acompanhar a sugestão do governador, desde que a gente mantenha o decreto, abra amanhã, fique 14 dias abertos trabalhando e nesses 14 dias vamos medir a situação sanitária e saúde da região, da cidade como um todo, e depois podemos fechar os 14 dias”, disse.

Na opinião de Jairo, é necessário que Iris mantenha sua palavra e permita o retorno da Região da 44 a partir de amanhã, 30. “Quando houve a perspectiva, o decreto que ia abrir, toda a região, sem exceção, os 103 empreendimentos, os mais de 15 mil lojistas, se movimentaram para poder abrir. Isso causou gastos, um custo alto”, conta.

“Imagine mais de 15 mil lojas chamando seus colaboradores, chamando para a necessidade de suas indústrias de confecção, porque nossos pontos todos têm indústria própria, gastamos com matéria prima. Cada lojista, do micro, pequeno, médio ao grande teve de voltar aos polos de malharias e panos, fazer compras, alguns até venderam veículos de andar para poder bancar essa volta, outros pegaram dinheiro emprestado”, relatou.

Diante da situação dos empresários e tão perto de retomar as atividades, o representante dos empresários considera a situação absurda. “Insustentável. Não dá para aceitar. Por isso estamos sugerindo ao prefeito de Goiânia que ele alinhasse com o governador, acatar o pedido de 14×14, mas nesses primeiros 14 abrir”, disse.

Para Jairo, a proposta demonstra falhas da administração em lidar com a pandemia. “Claro que esse lockdown 14×14 não satisfaz ninguém. A gestão pública não faz a tarefa de casa. Não aumenta os leitos, não melhora a rede hospitalar, não para o transporte coletivo, não tira o ambulante da rua. São coisas que não dá para entender e a carga pesada acaba ficando nas costas do empresariado”, argumentou.

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