Inquérito sorológico da prefeitura ocorre em mais de 200 bairros de Goiânia neste sábado, 20

Coordenador de Vigilância Epidemiológica, Leandro Nascimento explica que inquérito aponta percentual de contaminados pela Covid-19 e norteará ações da prefeitura de enfrentamento ao novo coronavírus

Testagem da prefeitura em Goiânia | Foto: Fábio Lima / Reprodução

Equipes da prefeitura de Goiânia realizam neste sábado, 20, visitas em casas de moradores sorteados em toda capital para inquérito sorológico, com expectativa de testar de 2 mil a 2.500 pessoas para Covid-19.

Segundo Leandro Nascimento, coordenador de Vigilância Epidemiológica do município, os testes foram fornecidos pelo Ministério da Saúde (MS). A prefeitura também contou com a contribuição da Universidade Federal de Goiás (UFG) para realização do cálculo amostral.

“De acordo com os professores da UFG, para Goiânia ter uma pesquisa validada, ou seja, saber quantos porcento da população goianiense está com Covid-19, teríamos que fazer com, no mínimo, duas mil pessoas. Então a expectativa é fazer pelo menos mais um inquérito depois desse, daqui 15 ou 20 dias”, informou Leandro.

Essa é a 3ª etapa do inquérito sorológico que realizou, na primeira etapa, testes em 4 mil pessoas. “No primeiro foi o teste digital. Identificamos que não era tão sensível esse tipo de teste, então resolvemos fazer com sangue. Conseguimos fazer com 2.500 no último inquérito, então agora vamos tentar realizar o mesmo número”, afirmou o coordenador.

Ele explica que o inquérito é como uma pesquisa de base eleitoral para medir estimativa de voto. “Queremos calcular qual o real número de pessoas contaminadas em Goiânia. Se meu último inquérito deu 0,7% de prevalência, quer dizer que 0,7% da população goianiense já pegou coronavírus”, falou.


“A ideia é dar aporte científico e técnico para que a prefeitura possa monitorar a evolução da doença e assim possa fazer suas regras de flexibilização, se tem que ceder ou limitar alguma atividade e também ações de vigilância epidemiológica, em que a gente pode estimar qual região de Goiânia que tem mais prevalência que a outra”, contou Leandro.

Regiões contempladas

O coordenador de Vigilância Epidemiológica destaca que todas as regiões da capital vão ser visitadas. “Ocorre neste momento em toda Goiânia. Na Saúde dividimos Goiânia em sete regiões. Pegamos o número de imóveis que são cadastrados como contribuintes, ou seja, que possuem IPTU e sorteamos em toda Goiânia. Então tenho cerca de 35 bairros sorteados por distrito sanitário. Hoje, mais de 200 bairros recebem essa visita do inquérito”, explicou a metodologia.

Ele pontua ainda que o inquérito é realizado com testes rápidos. “Eles identificam os anticorpos de cada pessoa. Em cada um, a doença leva um tempo, mas em média a pessoa de sete a dez dias para produzir anticorpos”, falou. “O que quer dizer isso na prática? Meu inquérito ocorre hoje, dia 20, mas vai me dar um retrato de como estava a situação epidemiológica de Goiânia há dez dias”, esclarece.

“Se a pessoa tem anticorpos hoje, ela pegou o vírus dez dias atrás. Então vai dar uma fotografia de como estava Goiânia no dia 10 de junho. O teste não verifica se a pessoa está doente, mas se ela esteve doente”, acrescentou Leandro.

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