Inquérito da PF aponta participação do PCC em atentado a Bolsonaro, diz presidente do PSL

Devido a sigilo do processo, Polícia Federal ainda não confirma a informação

Foto: Reprodução

O presidente do PSL, Gustavo Bebbiano, disse a sexta-feira (19/10) que relatório do segundo inquérito sobre o atentado ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) aponta lastros de participação do Primeiro Comando da Capital (PCC) no crime.

O PCC é uma facção criminosa, que comanda rebeliões, assaltos, sequestros, assassinatos e narcotráfico. Segundo Bebbiano, Adélio Bispo teria tido suporte da organização quando deu uma facada no candidato em setembro deste ano, durante ato de campanha em Juiz de Fora – MG.

A Polícia Federal, no entanto, disse ao Jornal Opção que ainda não pode confirmar a informação por se tratar de um inquérito sigiloso e que as conclusões só poderão ser divulgadas depois que as investigações forem finalizadas.

Bebbiano disse, ainda, que teve acesso ao inquérito, onde adquiriu a informação e que a imprensa também deveria ter. Ele disse, ainda, que o relatório aponta fortes indícios de lavagem de dinheiro em torno de Adélio.

“No primeiro inquérito, a PF diz que ele cometeu o crime sozinho, mas o que ela quis dizer foi que a facada foi dada sozinha. (…) No segundo inquérito tem fortes indícios de participação do PCC”, disse Bebbiano.

O presidente do PSL comentou que “é grave o que está acontecendo”. Também citou a morte de um homem na pensão onde Adélio morava. À época apurou-se que o homem era Rogério Inácio Villas, usuário de drogas, que teria acabado de deixar o hospital após ser internado com pneumonia. No boletim de ocorrência, a polícia não identificou sinais de violência.

Questionado sobre o motivo de um possível envolvimento do PCC no atentado, Bebbiano disse que o interesse “é que o Brasil não se organize, que a polícia não se fortifique e que o Brasil continue com políticas frouxas de segurança pública”.

O presidente do PSL acrescentou que vê riscos de Bolsonaro ser vítima de novo atentado. Ele, então, justificou o motivo pelo qual o candidato não vai mais a eventos públicos na campanha presidencial.

O ataque a Bolsonaro ocorreu no dia 6 de setembro, durante comício em Juiz de Fora – MG. O autor do ataque, Adelio Bispo de Oliveira, foi preso em flagrante e está detido em penitenciária federal em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. O candidato do PSL passou 23 dias internado e foi submetido a duas cirurgias.

 

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