Inmetro Goiás se diz incapaz de responder CPI da Enel e gera desconfiança entre parlamentares

Representantes da instituição compareceram à reunião, mas informaram que não poderiam participar do interrogatório

Em resposta ao ofício que a convidava para colaborar com investigações da CPI da Enel, Superintendência do Inmetro no Estado de Goiás (Surgo) alegou ser incapaz de responder perguntas do parlamento goiano.  

A resposta do Instituto gerou desconforto entre parlamentares. Nos documentos, o Inmetro afirma não dispor de técnicos com propriedade para responder às perguntas.

Por não se considerar capaz de responder, a superintendência encaminhou um pedido à Diretoria de Metrologia Legal (Dimel) do Inmetro – com sede em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro – para orientação sobre como proceder ao convite da CPI da Enel. Entretanto a Dimel solicitou, via ofício, que a CPI encaminhe por escrito as questões que possam ser esclarecidas pelo Inmetro.

A situação envolvendo o Inmetro gerou questionamentos por parte dos parlamentares. O motivo é que a Enel Goiás havia informado que os equipamentos considerados irregulares e recolhidos das residências dos consumidores goianos ficariam sob responsabilidade do Inmetro para análises.

“Se em Goiás o Inmetro não tem capacidade para analisar esses equipamentos considerados irregulares pela Enel, como os consumidores vão se defender de algo que está sendo feito em outro Estado? A Enel se tornou julgador e executor”, disse o presidente da CPI, Henrique Arantes (PTB)

O Jornal Opção tentou contato com a superintendência, mas não teve as ligações atendidas

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