Inmet monitora formação de ciclone bomba e prevê ventos acima de 60 km/h
05 agosto 2026 às 17h01

COMPARTILHAR
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) acompanha a possível formação de um ciclone bomba na região Sul do Brasil entre os dias 6 e 8 de agosto. Segundo o órgão, o fenômeno pode provocar ventos superiores a 60 km/h em áreas costeiras, especialmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.
De acordo com as projeções meteorológicas, os ventos mais intensos devem ocorrer sobre o Oceano Atlântico, onde as rajadas podem ultrapassar os 100 km/h nas proximidades do centro da tempestade.
Os ciclones extratropicais se formam a partir do encontro entre massas de ar quente e frio. O contraste térmico provoca queda da pressão atmosférica e intensifica a circulação dos ventos, gerando sistemas de tempestade que podem atingir grandes áreas.
O fenômeno recebe a classificação de ciclone bomba quando a pressão atmosférica cai pelo menos 24 milibares em um período de 24 horas. Segundo o Inmet, a tempestade monitorada pode registrar uma redução de aproximadamente 26 milibares, ultrapassando o limite necessário para essa classificação.
Tempestades, granizo e ventos fortes
A previsão indica que o sistema deve ganhar força entre quinta-feira, 7, e sexta-feira, 8, período em que há possibilidade de tempestades severas acompanhadas de granizo, descargas elétricas e rajadas intensas de vento. Após avançar sobre a região, o ciclone deve se deslocar novamente para o oceano, favorecendo a entrada de uma frente fria sobre áreas do Centro-Sul do país.
Enquanto monitora a evolução do sistema, o Inmet mantém alerta laranja de perigo para tempestades em áreas do sul de Mato Grosso do Sul, oeste e sul do Paraná, Santa Catarina e todo o território do Rio Grande do Sul.
A orientação é que moradores das regiões sob alerta acompanhem os boletins meteorológicos e observem as recomendações da Defesa Civil diante da possibilidade de eventos climáticos mais severos nos próximos dias.
Leia também: Diversificação econômica ganha força em Rio Verde, e setor de serviços já responde por até 36% do PIB


