Início das aulas na rede pública estadual é marcado por paralisações

Greve geral da categoria será discutida em assembleia

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O ano letivo na rede pública estadual começa nesta segunda-feira, 21, mas nem todos os 485 mil estudantes, distribuídos pelas 1.044 escolas em Goiás, terão aulas devido às paralisações que ocorrem em diversas unidades de ensino. Os professores pedem providências em relação ao pagamento do salário de dezembro.

O Jornal Opção conversou com professores da rede e uma greve não está descartada. “Nesta segunda-feira, 21, será realizada uma assembleia com todos os servidores públicos em frente ao Palácio Pedro Ludovico Teixeira e os professores marcarão presença em peso. Vamos discutir a situação e não descartamos a hipótese de greve geral”, disse um professor.

Os educadores que se organizaram de forma espontânea e independente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Estado de Goiás (Sintego) afirmaram, em nota, que esperam a compreensão da comunidade escolar diante do atraso do salário de dezembro, que o governo se propõe a pagar de maneira escalonada a partir de março.

“Não é intenção desse grupo atrapalhar o ano letivo, nem o trabalho do Governo do Estado de Goiás, bem como de sua secretária de Educação, Fátima Gavioli, pelo contrário é de colaborar para o desenvolvimento da Educação, e colocar nosso Estado no mais alto nível da Educação Pública”, pontuaram.

Outro trecho da nota diz que: “Não é nossa intenção prejudicar a formação dos alunos, pelo contrário estamos lutando por uma educação de qualidade, e para tanto necessitamos de valorização de nossos trabalhos e investimento em infraestrutura”, afirmou a Mobilização dos Professores do Estado de Goiás (MPG).

Na manhã desta segunda, várias escolas realizaram protestos, mobilizações e paralisaram as atividades, devido à falta de condições dos trabalhadores iniciarem o ano letivo. No Colégio Estadual Professor Antônio Março de Araújo (CEPAMA), em Luziânia, professores cruzaram os braços em protesto ao atraso nos salários.

Foto: Reprodução

Em São Luiz do Norte, servidores do Colégio Estadual Meira Matos alugaram um carro de som e saíram às ruas vestidos de preto para conscientizar a população sobre as dificuldades enfrentadas neste início de ano.

Os professores do Colégio Estadual Professora Lourdes de Oliveira Sampaio (CEPLOS), em Luziânia, também estão mobilizados e afirmam que as aulas estão suspensas e só serão retomadas após o pagamento de dezembro.

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Preto Hycaro

O coronel cabeludo e birrento, tornou-se dono do sítio Goiás e o funcionalismo público seus agregados… fico pensando naqueles agregados que comemoraram sua vitória, gastaram por conta e agora estão devendo e com o salário atrasado… e ainda defendem o coronel…