Ingoh pode ter atividades suspensas por utilização de medicação vencida

Operação que apura esquema de corrupção milionário entre o Ipasgo e o instituto encontrou medicações que incluem drogas quimioterápicas fora da validade e em uso

Secretário apresenta detalhes da operação | Foto: Luiz Phillipe Araújo/Jornal Opção

A operação que investiga esquema de corrupção milionário envolvendo o Instituto Goiano de Oncologia e Hematologia (Ingoh) e o Instituto de Assistência dos Servidores Públicos do Estado de Goiás (Ipasgo) pode resultar na suspensão da atividade do primeiro. É que durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão a força tarefa encontrou medicamentos vencidos na farmácia do instituto. Segundo os investigadores, a medicação, que inclui tratamentos de quimioterapia, estaria em uso.

Durante coletiva concedida nesta quinta-feira, 12, o secretário de Segurança Pública, Rodney Miranda, disse que, apesar de ser um policial com experiência, está sob sentimento de revolta quanto ao esquema. Ao citar os medicamentos vencidos, o secretário acrescentou a lembrança sobre o outro ponto investigado, que constatou a aplicação de remédios mais baratos que os que constavam nos relatórios, além de indicação de tratamento quimioterápico em um paciente com estado avançado da doença e que, segundo aponta a investigação, reduziu a sobrevida do enfermo que veio a óbito dias após a seção quimioterápica.

O delegado Rômulo Figueiredo, do Núcleo de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado, afirmou que os investigadores buscam os responsáveis pela negligência com a medicação. “Estamos falando de câncer, uma doença tão grave e que deveria ser motivo de extremos cuidados por parte dos responsáveis por cuidar desses pacientes”, afirmou.

Posição

Em nota divulgada à imprensa, a direção do Instituto manifestou sua “total tranquilidade” diante do ocorrido, principalmente por estar “colaborando permanentemente” com as investigações, tendo se posicionado junto ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MP-GO), por meio de documento formal, pela “abertura de todos os documentos, sistemas e fontes de dados e informações do instituto e seus diretores para quaisquer buscas de interesse da investigação policial”.

Os dirigentes do Instituto também afirmaram ser de total interesse do Ingoh a “restauração da verdade”. Posteriormente, demonstrou confiança nos métodos e na ética da empresa que “construiu credibilidade e respeitabilidade em 50 anos de atuação no mercado goiano, nunca tendo se envolvido com atividades irregulares”. O instituto também marcou coletiva para sexta-feira, 13, para tratar do assunto,

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