Ingoh manifesta “tranquilidade” e diz colaborar “permanentemente” com investigação

Instituto foi alvo de Operação na manhã desta quinta-feira, 12. Hugo e Ipasgo também estão na mira das autoridades 

Após a Polícia Civil de Goiás (PCGO), em decorrência da Operação Metástase, realizar buscas no prédio do Instituto Goiano de Oncologia e Hematologia (Ingoh), na manhã desta quarta-feira, 12, o instituto veio a público se pronunciar sobre o assunto.

Em nota divulgada à imprensa, a direção do Instituto manifestou sua “total tranquilidade” diante do ocorrido, principalmente por estar “colaborando permanentemente” com as investigações, tendo se posicionado junto ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MP-GO), por meio de documento formal, pela “abertura de todos os documentos, sistemas e fontes de dados e informações do instituto e seus diretores para quaisquer buscas de interesse da investigação policial”.

Os dirigentes do Instituto também afirmaram ser de total interesse do Ingoh a “restauração da verdade”. Posteriormente, demonstrou confiança nos métodos e na ética da empresa que “construiu credibilidade e respeitabilidade em 50 anos de atuação no mercado goiano, nunca tendo se envolvido com atividades irregulares”.

O Opção também mostrou que a ação mira indivíduos vinculados ao Ingoh, nas pessoas de seus sócios, outros profissionais e antigos servidores. Outra unidade investigada pela Operação é o Hospital de Urgência de Goiânia (Hugo).

Relações com o Governo

Vale destacar que o hospital em questão foi administrado pela Organização Social (OS) Haver em meados do mês de novembro de 2018, na gestão do então governador José Eliton. Na ocasião, o instituto assumiu em caráter emergencial após a OS anterior ter rescindido contrato por atraso nos repasses.

Chama a atenção o fato de a OS ter aceitado assumir o hospital mesmo diante da falta de repasses. Mais curioso ainda é o fato de o Conselho de Administração do Instituto Haver ser presidido por um dos herdeiros do Ingoh — que estaria envolvido no esquema de desvio de dinheiro — o médico Yuri Vasconcelos.

Na época, o médico, apesar de ocupar o cargo de presidente na Organização Social, estaria recebendo salário de R$ 33 mil como superintendente-geral do Hugo, o que viola a legislação vigente. O Ministério Público de Goiás (MPGO) abriu investigação sobre o caso. A reportagem não conseguiu localizar o advogado, Iure de Castro, designado como porta-voz do Ingoh, para comentar o assunto.

O Instituto Haver se pronunciou:

NOTA OFICIAL

O Instituto Haver, gestor do Hospital de Urgências de Goiânia (HUGO)
entre 27 de novembro de 2018 e 30 de novembro de 2019, esclarece que não
possui qualquer equipamento próprio dentro das dependências, tampouco na
filial administrativa “HUGO”, que fica fora do hospital.

Todos os equipamentos, móveis, etc, fazem parte do patrimônio dos
goianos, e foram entregues ao novo gestor no último dia 30 de novembro.

Att. Instituto Haver

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