Governador projeta déficit de R$ 5,731 bilhões em 2019 e afirma que é herança deixada por governos anteriores

Foto: Lívia Barbosa

O governador Ronaldo Caiado (DEM) falou nesta sexta-feira, 18, sobre as medidas adotadas para reverter o que ele chamou de “descalabro fiscal” provocado pelas gestões de Marconi Perill (PSDB) e José Eliton (PSDB). “Não mediram as consequências e deixaram Goiás em uma situação gravíssima”, disse em entrevista à Rádio Sagres 730.

Sobre o cenário financeiro deixado, Ronaldo Caiado apontou que o déficit atual, de R$ 3,4 bilhões, é inaceitável. “Os últimos governos desrespeitaram a Lei de Responsabilidade Fiscal. Informações foram manipuladas e a situação fiscal do Estado acabou deteriorada”, afirmou o governador.

“O Tesouro estadual terá uma receita líquida de R$ 18,080 bilhões em 2019 e despesas de R$ 21,585 bilhões. Se o Estado não comprar nenhum prego neste ano, nem investir nenhum centavo em infraestrutura, ainda assim terá um déficit de R$ 3,505 bilhões”, destacou.

De acordo com o governador, este valor, somado à folha de dezembro não empenhada, saldo de restos a pagar e cancelamentos de empenhos, elevará o déficit projetado para este ano de R$ 5,731 bilhões.

Caiado assegurou que medidas estão sendo adotadas para solucionar a grave crise fiscal.  Lembrou que, somente com a folha de pagamento, são gastos 82,99% do orçamento. “Estamos fazendo um sério reajuste para que o Estado, de fato, beneficie a população”.

O governador assegurou, ainda, que está em diálogo permanente com o Governo Federal para amenizar a situação. “Os últimos governos fizeram Goiás extrapolar todos os critérios para entrar no Regime de Recuperação Fiscal, mas entendemos que a União também enfrenta graves dificuldades. Estamos buscando um entendimento”.

Questionado sobre a folha salarial de dezembro, que não foi empenhada, Caiado informou que continua em busca de soluções e diálogo com servidores. “Sempre fui transparente em todas as minhas ações. Como governador, isso não é diferente. A sociedade terá como saber exatamente os recursos que o Estado possui em caixa e, com muito diálogo, vamos definir as prioridades”.