Inep: servidores denunciam interferência ao TCU

De acordo com a denúncia, “depoimentos de servidores indicam pressão política oriunda da presidência do órgão para retirada de questões, sem motivo idôneo”

A Associação dos Servidores do Inep (Assinep) divulgou um documento listando uma série de denúncias contra a alta gestão do órgão. As principais situações citadas foram assédio institucional em forma de humilhação e desrespeito a instituições e seus agentes, os servidores públicos; além de desmonte de organizações estatais e abuso do poder disciplinar.

Sobre uma possível intervenção e risco ao sigilo no conteúdo da prova do Enem, os servidores afirmaram que o que se vê desde as eleições presidenciais de 2018 “é uma diretriz do presidente da República para indução ideológica no exame, com críticas reiteradas a diversas questões, culminando em grave expressão na última terça-feira, 16”. O documento faz referência à frase de Jair Bolsonaro: “(Enem) Começa agora a ter a cara do governo”.

“O governo Jair Bolsonaro tem usado diversas estratégias como a impressão prévia de provas e análise de comitês externos ao Inep, para tentar controlar o conteúdo do Enem. Servidores que pediram exoneração do órgão federal falam em pressão para trocar questões e o Estadão apurou que já houve supressão de itens ‘sensíveis’ na prova que será aplicada nos dias 21 e 28 de novembro. Segundo relatos à reportagem, 24 questões foram retiradas após uma ‘leitura crítica’, sob o argumento de serem ‘sensíveis’. Depois, 13 delas voltaram a ser incluídas e 11 foram definitivamente vetadas”, diz o documento.

Os registros foram entregues em documento único aos seguintes órgãos e instâncias: Comissão de Educação da Câmara do Deputados, Comissão de Educação, Cultura e Esportes do Senado Federal, Frente Parlamentar Mista da Educação, Frente Servir Brasil, Tribunal de Contas da União (TCU), Controladoria-Geral da União, Ouvidoria do Inep e Comissão de Ética do Inep.

Uma resposta para “Inep: servidores denunciam interferência ao TCU”

  1. Avatar Paulo Neufeld disse:

    Seis obrigados a fazer uma prova de conhecimentos com questões ligadas a grupos extremistas indica claramente a situação do Brasil no PISA. NINGUÉM é contra gays, lésbicas, mas o que isso atende nossas necessidades de conhecimento?
    As provas devem pautar por questões práticas e não para satisfazer grupelhos esquerdopatas que aparelham nosso sistema podre educacional.
    Alguns fanáticos não podem ir contra uma sociedade inteira que repudia essas pautas.
    Principalmente quando falam mentiras publicadas nos jornais, TVs, como se fossem verdades absolutas.
    Graças a Deus esse aparelhamento vai acabar

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