Indústrias goianas de arroz levam desvantagem no frete, diz representante de produtores

Segundo presidente do Sindicato das Indústrias de Arroz do Estado de Goiás, além dos custos de aquisição e industrialização do produto, tem que pagar pelo transporte

Jerry Alexandre De Oliveira Paula | Reprodução

O presidente do Sindicato das Indústrias de Arroz do Estado de Goiás, Jerry Alexandre de Oliveira Paula, disse nesta segunda-feira, 25, durante depoimento na CPI dos Incentivos Fiscais na Assembleia Legislativa, que que Goiás produz apenas 5% do arroz que consome e traz o restante de outros estados, principalmente Rio Grande do Sul.

Jerry Alexandre afirma que isso deixa as indústrias goianas em desvantagem competitiva, pois, além dos custos de aquisição e industrialização do produto, tem que pagar pelo frete. A situação mais favorável para produtores de outros estados, que já trazem o produto beneficiado, cujo peso é 40% menor. “Para beneficiar 30 toneladas, temos que trazer 50 toneladas”.

A margem de lucro do arroz e feijão é muito pequena, o que deixa com que Goiás não seja competitivo. “O arroz vem com casca, que não pode ser jogada no meio ambiente. Farelo é vendido, assim como quirela, mas não pagam o frete. Temos também o problema do grão quebrado. Hoje em dia todos vão ao supermercado comprar o arroz tipo 1. O decreto do Governo vai beneficiar empresas instaladas Rio Grande do Sul e Mato Grosso. As indústrias goianas vão fechar portas em dois três meses”, enfatizou.

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