De acordo com o levantamento, setor industrial do Estado teve crescimento de 5,4% no último mês de junho comparado com o mesmo período de 2019

Indústrias goianas | Foto: Reprodução

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta quarta-feira, 11, Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional. De acordo com o levantamento, setor industrial do Estado teve crescimento de 5,4% no último mês de junho comparado com o mesmo período de 2019.

Esse foi o terceiro mês consecutivo com alta no índice que só teve retração no mês de março, quando se iniciaram as medidas de isolamento social.

Já em nível nacional, a produção diminuiu 9%, sendo a oitava queda consecutiva da série histórica. Se por um lado os índices da indústria nacional foram negativos tanto para o fechamento do segundo trimestre de 2020 (-19,4%), como para o acumulado do primeiro semestre do ano (-10,9%), por outro lado, a indústria goiana já obtém um acumulado de 0,9% no primeiro semestre do ano.

O percentual coloca Goiás na primeira posição entre os Estados pesquisados pelo IBGE. Das 15 unidades federativas avaliadas, apenas três apresentaram resultados positivos – os outros dois são Pernambuco (2,8%) e Mato Grosso (1,6%).

Além de driblar as dificuldades impostas pela pandemia da Covid-19 e continuar a se expandir levando em consideração os números de 2019, a indústria goiana, alavancada pelas ações do Governo de Goiás, tem apresentado crescimento mês a mês em 2020. A pesquisa do IBGE também demonstrou que o setor cresceu 0,7% em junho em relação ao mês anterior; e 3% em maio, comparado ao desempenho de abril.

Benefícios fiscais

O crescimento industrial deve vir acompanhado da geração de emprego e renda, sobretudo nas regiões mais vulneráveis do Estado. Dentro dessa política pública, o governador Ronaldo Caiado criou um programa de benefícios fiscais voltado à instalação de indústrias em municípios considerados prioritários, segundo o Índice Multidimensional de Carência das Famílias Goiás (IMCF).

“Não posso ter, como governador, dois Estados, um com maior renda e outro com baixa renda e sem oportunidade de emprego. Precisamos igualar e tratar da mesma forma os 7,2 milhões de goianos”, destaca. O Norte e Nordeste goianos, além do Entorno do Distrito Federal, integram o projeto que oferece até 98% de incentivo fiscal.

Titular da Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços (SIC), Adonídio Neto, avaliou os resultados e reafirmou que Goiás caminha em passos rápidos para ser o primeiro Estado a sair da crise provocada pela pandemia. “O Governo de Goiás tem foco nesse momento na recuperação das empresas, sobretudo as micro e pequenas; na geração de empregos e na regionalização do desenvolvimento. A atração de investimentos começa a mostrar resultados positivos”, diz o secretário.