O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) pede que a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atue de “forma enérgica e contundente, incontestável” para proteger a vida dos indígenas no país. O pedido acontece devido a crise humanitária decretada pelo Ministério da Saúde por conta da comunidade yanomamis, a pasta estima que ao menos 570 crianças foram mortas pela contaminação por mercúrio, desnutrição, diarreia e fome.

Além disso, em 2022 foram confirmados 11.530 casos de malária no Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami. As pessoas mais atingidas estão na faixas etária de maiores de 50 anos, seguida pela faixa etária de 18 a 49 e 5 a 11 anos.

O Conselho Indigenista disse que o governo federal precisa retomar imediatamente a política de demarcação e proteção de territórios indígenas no Brasil. “O desafio indiscutível de recuperar a convivência democrática no país passa, claramente, pela garantia dos direitos fundamentais dos povos indígenas”, declarou em nota o Conselho Indigenista Missionário.

No último sábado, 21, Lula visitou o hospital e a Casa de Apoio à Saúde Indígena, em Boas Vista, e argumentou que as melhorias podem acontecer a partir de mudanças de comportamento. “Uma das formas de resolver isso é montar o plantão da saúde nas aldeias, para cuidar deles lá. Fica mais fácil a gente transportar dez médicos do que 200 indígenas que estão aqui”, disse. “Nós queremos mostrar que o SUS é capaz de fazer um trabalho que honra e orgulha o povo brasileiro como fez na covid-19”, disse.