Indicação de Bia de Lima para Conselho Estadual de Educação não é aprovada na Alego

Presidente do Sintego é acusada de ter defendido ideologia de gênero, o que é negado por ela

Indicação de Bia de Lima para Conselho Estadual de Educação não é aprovada na Alego
Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

A indicação da presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Goiás (Sintego), Bia de Lima, para o Conselho Estadual de Educação não foi aprovada na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). Parlamentares acusam a educadora de ser favorável ao que chamam de “ideologia de gênero”.

Foram 16 votos favoráveis à sua indicação contra 12 contrários e uma abstenção. Apesar de ter tido a maioria de votos, para que tivesse seu nome aprovado precisaria de 21 favoráveis. Ela foi indicada pelo Fórum Estadual de Educação para representar o Sintego no conselho.

Dois lados

O deputado estadual Paulo Trabalho (PSL), que votou pela rejeição da indicação, disse que não se trata de nada pessoal. “É pela ideologia que ela defende, ela já se manifestou contra o Escola sem Partido, já se manifestou à favor da ideologia de gênero e eu não quero meus filhos aprendendo isso na escola”, disse.

Já o deputado Lucas Calil (PSD), que foi favorável à sua indicação, disse que o conselho deveria ser, justamente, para ter divergência de ideias. “Politizaram aqui e no Brasil esse assunto de ideologia de gênero, de Escola Sem Partido, de uma coisa que nunca existiu, e usam disso para conseguir voto, abusando da ignorância de alguns eleitores”, considerou.

Em entrevista anterior ao Jornal Opção, Bia negou as acusações de que teria defendido ideologia de gênero e disse se tratar, na verdade, de uma tentativa e tirar forças sindicais do conselho.

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Andrei Pires de Alcantara

Parabéns aos nobres deputados pela reprovação.

Robson Mendonça Pereira

Esse argumento sobre ideologia de gênero é completamente estapafúrdio. A presidente do Sintego tem razão ao afirmar que o que está por trás destes votos dos deputados ligados à base do governo Caiado é impedir a participação de representantes de trabalhadores da Educação no CEE.