Independente do Sintego, professores planejam paralisar se não receberem dezembro

Líder do sindicato já havia dito que categoria não via greve como opção no momento

Foto: Arquivo

O professor de História Thiago Oliveira, lotado no Estado, disse ao Jornal Opção que educadores ligados à Mobilização de Professores de Goiás (MPG) têm se organizado para paralisar atividades caso não recebam os salários de dezembro.

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Estado de Goiás (Sintego), Bia Lima, já havia dito que a categoria não tinha essa intenção, porque esperaria o posicionamento do governo em reunião marcada para o dia 17 deste mês.

No entanto, membros do MPG dizem não se sentir representados pela associação e pretendem ter uma postura mais combativa. Thiago conta que, de maneira independente, os professores têm se articulado para mobilização.

“Sem nenhuma estrutura burocrática, estamos correndo atrás de Promotores do Ministério Público de Goiás. Procuramos a promotora Maria Bernadete, e a secretária dela nos mandou procurar o promotor Bruno Barra, então, estamos indo atrás das pessoas”, contou.

Segundo ele, não há condições de os professores voltarem a trabalhar caso não recebam. “Na educação, principalmente a pública, é difícil encontrar um profissional sem algum problema de saúde, da merendeira ao diretor. Como voltar? Não tem dinheiro para o transporte, alimentação e remédios”, detalha.

O professor ainda disse que é à favor de corte de gastos, mas que não prejudique o trabalhador. “Já colocamos essa questão para a secretária da Fazenda, e existe na burocracia Estatal muitos gastos inúteis”, disse.

Puxados pelo MPG os servidores da Educação realizam manifestação nesta sexta-feira, 11, às 9h, em frente à Secretaria de Educação, Cultura e Esporte (Seduce).

O governador Ronaldo Caiado (DEM) já disse que o salário de dezembro dos servidores estaduais pode ser parcelado, porque o valor não foi empenhado pela gestão anterior. Mas trabalhadores rejeitam a proposta.

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Vivian

Corretíssimo! Os servidores devem paralisar! O senhor governador deve honrar o seu compromisso com o povo e pagar os salários referente a dezembro! E depois, seguir o cronograma da administração anterior que nunca atrasou os pagamentos, mesmo com o estado em crise.

Ilma

A União já deixa “empenhado” a maior parcela do salarsa dos professores. O estado somente complementa, portanto, no minmín, deve ser repassado este valor

ronaldo cruvinel

Vcs verem quando as forças de segurança pública para aí caus iniciará, o governador Ronaldo Caiado politico experiente saiba onde estava entrando agora fica pirraca.

Antonio

O governador teve o voto de mais de 80% do funcionalismo público e sabia da situação financeira do Estado, já que foi um dos grandes colaboradores da gestão passada, tendo dado apoio a essa gestão desde 1998. Sabe-se que, no caso da maioria, os salários são gastos com alimentação, água, luz, telefone, internet, aluguel. Aceito parcelar meu salário, se ele mandar parcelar meus débitos sem cobrança de juros correção monetária.

Andreia Claudia Martins de Moura

Acho q não tem ninguém com a situação na qual eu me encontro. Eu estava trabalhando como professora. Mas eu não tinha contrato. Eu era apenas vinculada à Folha de pgto… E eu não recebi o mês de novembro e nem o dezembro… E ainda a gestora da minha escola me ligou na segunda feira me informando que não fazia parte do quadro de funcionários. Pensa como eu estou me sentindo.

Wesley Pereira

Sou professor de contrato no estado a mais de 3 anos agora fiquei sem o salário de Dezembro e ainda por cima me dispensaram. To fudidos. Lutei muito pela minha escola, para agora ser descartado igual a papel higienico.

Eva

Então senho governador sabia q o Estado estava nesta situação ,falido no entanto.acreditamos colocamos e apostamos td no senhor e agora nosso salário de Dezembro fica retido .e justo a maioria do funcionário público .pós vc aí agora é isso q recebemos de vc Caiado..pelo amor de Deus temos família estão passado nesecidades. Socorro e ok pedimos ou Senhor governador .

Cláudia Oliveira

Minha situação também é bastante delicada, não recebi novembro e dezembro, e na última segunda a coordenadora da escola me informou que meu contrato foi encerrado.