Incomodado com críticas, Bolsonaro demite general da presidência da Petrobras

Escalada dos preços dos combustíveis e proximidade de eleição são motivos apontados para troca de chefia 

Na sequência da exoneração do ministro da Saúde, Milton Ribeiro, envolvido em suposto esquema de favorecimento no MEC, o presidente Jair Bolsonaro (PL) decidiu demitir o general do Exército Joaquim Silva e Luna da presidência da Petrobras. A informação foi publicada por três veículos de comunicação nacional, a revista Veja e os jornais O Globo e Folha de S. Paulo. O anúncio oficial deve ocorrer ainda nesta segunda-feira, 28.  

O general deixa a estatal em período de escalada do preço dos combustíveis e do petróleo no mundo, além da aproximação das eleições. Alvo das críticas, Bolsonaro estaria incomodado com a situação. 

O substituto cotado para assumir o posto é o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura, Adriano Pires, que atua como consultor de empresas do setor de energia elétrica, petróleo, gás natural e biocombustíveis. 

Caso a troca se efetive, essa será a segunda vez que Bolsonaro muda a chefia da Petrobras. Em fevereiro do ano passado, foi dispensado o CEO Roberto Castello Branco. Naquela época, houve também pressões de caminhoneiros insatisfeitos com as constantes subidas nos preços dos combustíveis.

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