Inclusão de autistas pode ser facilitada com políticas públicas

Falta de dados traz prejuízos e inibe importantes avanços. Hoje, 48 projetos relacionados ao autismo tramitam na Câmara dos Deputados, em Brasília

Foto: Pixabay

O Dia do Autismo é comemorado mundialmente no dia 2 de Abril. No Brasil, as tímidas comemorações ainda celebram poucos avanços. Por meio da Lei Federal 12.764, sancionada no ano de 2012, o autismo entrou para o rol das deficiências. Porém isso não foi suficiente para que o Estado se empenhasse em levantar dados e prestar suporte às famílias de pessoas portadoras do transtorno.

A falta de dados traz prejuízos e inibe importantes avanços. Para o deputado federal Ricardo Izar (PP-SP) — que já relatou importantes projetos voltados aos autistas — , informações que mostrem onde estão os brasileiros com o transtorno, bem como suas principais necessidades são fundamentais.

Segundo o parlamentar, as estatísticas apontam que em dez anos todas as famílias terão um autista. O projeto aprovado pelo Parlamento, segundo o federal, visa a preparar políticas públicas suficientes para atender a essa população. Em entrevista, Izar esclarece que a intenção é incluir nas pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a população autista brasileira. “Isso é muito importante para, a partir daí, podermos aplicar políticas públicas”, reforça.

Tendo por objetivo promover audiências públicas e realizar levantamentos técnicos que possam levar o Poder Público a contribuir com os autistas, foi lançada, na última semana, na Câmara dos Deputados a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos das Pessoas com Transtorno do Espectro Autista. Para o presidente da frente parlamentar, deputado federal Célio Studart (PV-CE), a inclusão, o respeito, o amor, a busca e a luta constante por direitos são fundamentais e podem transformar vidas.

“É comum vermos, por exemplo, vagas em colégios que são negadas a pessoas com autismo porque o colégio se vê em dificuldade de incluir aquela pessoa. Isso está muito errado. É preciso rever essa questão. É preciso também mostrar que essas pessoas tem o mesmo direito de qualquer outra pessoa com deficiência na hora de ocupar vagas no mercado de trabalho. A lei tem que valer para os autistas também”, ressalta.

Segundo informações da Rádio Câmara de Notícias, atualmente 48 propostas relacionadas ao autismo tramitam na Casa. Uma delas é do deputado Amaro Neto (PRB-ES). A medida apresentada pelo parlamentar vista garantir, em casos de necessidade comprovada, atendimento educacional especializado gratuito aos estudantes autistas. O federal justifica a proposta lembrando que seus filhos convivem com uma criança com autismo severo. “Eu vi como a inclusão e como estar perto de crianças que não são especiais ajudam essas crianças”.

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