Inclusão das feiras especiais como atividades essenciais pode agravar a situação da pandemia em Goiânia

A proposta foi aprovada nesta quarta-feira, 24, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), na Câmara Municipal de Goiânia

O vereador Henrique Alves (MDB) apresentou uma emenda que incluindo as feiras especiais como atividades essenciais. A proposta foi aprovada nesta quarta-feira, 24, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), na Câmara Municipal de Goiânia, em conjunto com o projeto de lei, que reconhece as feiras livres hortifrutigranjeiros também como essenciais.

Ao todo, Goiânia possui 34 feiras especiais, com mais de 20 mil trabalhadores. Henrique Alves justificou a emenda como uma forma de beneficiar a categoria. “Boa parte dos feirantes que estão passando por uma situação muito difícil estão concentrados nas feiras especiais. É mais do que justo ampliar os trabalhadores que serão beneficiados”, disse o vereador.

Para o infectologista Boaventura Braz, incluir as feiras especiais como serviços essenciais não faz nenhum sentido do ponto de vista sanitário. “Posso até compreender que as pessoas estejam passando dificuldades. Esse momento não é bom para ninguém. Agora achar que pode tornar as feiras como item de primeira necessidade não faz sentido”, pontuou.

Boaventura avaliou que se a emenda for sancionada pelo executivo municipal a tendência é agravar a situação de transmissão da Covid-19. “A forma que se configura esse tipo de feira é extremante difícil manter um afastamento social . E na situação que nós estamos, com as UTIs praticamente lotadas, esse fator poderá ser um agravante para a circulação do vírus nesse momento, infelizmente, destacou.

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