Incentivos fiscais industrializam e diversificam economia goiana, aponta estudo divulgado pela Adial

Levantamento assegura que diversificação da economia no Estado ajudou Goiás a enfrentar com segurança últimas crises nacionais

Foto: Reprodução

A Associação Pró-desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial) divulgou, na manhã desta sexta-feira, 14, um diagnóstico sobre a participação da indústria no desenvolvimento econômico do Estado. O estudo teve por base dados consolidados nas últimas décadas. Por meio deles, é possível entender o protagonismo do setor industrial para que Goiás pudesse crescer acima da média nacional.

A Associação afirma que a economia de Goiás se diversificou ficando “mais moderna e forte” com as políticas de atração de investimentos industriais via programas como Fomentar e Produzir. Em justificativa, o estudo mostra algumas das principais constatações feitas pela Adial neste sentido. Dentre elas: Goiás se tornou a 9ª maior economia do País e tem o 10° maior PIB per capita nacional. Também foi demonstrado que Goiás possui o 7° maior parque industrial do País, com PIB industrial saltando de 20 para 28%.

O raio-x também aponta dados oficiais publicados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Instituto Mauro Borges, por exemplo. O levantamento assegura, ainda, que a diversificação da economia no Estado ajudou Goiás a enfrentar com segurança as últimas crises nacionais.

Emprego e renda

Para justificar a afirmação foram demonstrados os dados referentes a geração de emprego e renda nos últimos anos. Estando, segundo o estudo, entre os sete Estados que mais criam novos postos de trabalho do País, entre os anos de 1999 e 2017 foram criados 989.460 novos empregos. O salto positivo é, inclusive, “mesmo no período em que a economia brasileira sofreu uma de suas maiores recessões”, frisa o relatório. Por fim, entre os anos de 2014 e 2017, o raio-x mostra que foram criados um total de 138,8 mil novos empregos no Estado, enquanto, no Brasil, o desemprego aumentou.

PIB

Outro fator apontado pelo diagnóstico realizado pela Adial, diz que o crescimento do PIB entre os anos de 2004 e 2017 (271,6%) e o crescimento industrial (251%) — ambos acima da média nacional — demonstram a “importância de políticas conscientes de estímulo ao crescimento. Goiás conta hoje com mais de 15 mil indústrias ativas, o que, segundo o estudo, “se traduz em melhoria na média da qualidade de vida da população”.

ICMS

Devido a forte política de atração de investimentos privados no Estado, o estudo diz que essa prática fez com que a arrecadação de ICMS de
Goiás, entre 1993 e 2017, crescesse acima da média dos Estados do
Centro-Oeste e ultrapassasse a do Pernambuco — com quem disputa o
posto de 9ª maior economia do País.

A arrecadação do Estado sobre as indústrias, apenas com ICMS, cresceu
169% entre 2007 e 2017. O crescimento médio nacional foi de 141% neste mesmo período. As indústrias são, segundo o levantamento, o segundo setor econômico que mais arrecada ICMS em Goiás, atrás apenas das distribuidoras de combustíveis — sobre o qual incide a maior alíquota do imposto estadual, de 29%.

Para ilustrar a importância dos incentivos, os dados mostram que as 15,8 mil indústrias em Goiás recolheram R$ 6,5 bilhões em ICMS em
2016, ou seja, 45,5% do total arrecadado com o imposto estadual naquele ano. As 532 indústrias incentivadas em Goiás recolheram R$ 3,8 bilhões, 28,8% do total arrecadado com o ICMS em 2016 no Estado e 59,8% do total recolhido pelo setor industrial goiano naquele ano.

Opinião popular

A Adial destaca que, por meio da pesquisa de opinião Fortiori/Adial, divulgada no mês passado, foi possível concluir que a maioria da população goiana enxerga o processo de industrialização como peça “fundamental para o desenvolvimento socioeconômico e a criação de um ambiente de melhores oportunidades nos municípios”.

Segundo a Associação, 74,3% dos entrevistados defendem que o governo adote programas de incentivo à indústria para garantir maior competitividade econômica e atrair novos investimentos em Goiás. O levantamento, segundo a Adial, foi realizado em todo o Estado.

Estudo

Para o economista e coordenador do estudo, Aurélio Trancoso,  ao longo dos anos o Estado deixou de “ser uma economia meramente agrícola, para termos uma produção moderna e de alto valor agregado”, pontuou. 

Já o presidente da Adial Goiás, Otávio Lage, diz que a crescente industrialização de Goiás gerou diversos benefícios para a sociedade goiana. Dentre eles, “a geração de milhares de empregos e aumento do poder de renda da população, além da modernização da economia e forte incremento na arrecadação de impostos do Estado e dos municípios”, enumerou. 

Além dos economistas da Adial, a realização do estudo contou também com o apoio de especialistas da Unialfa.

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