Incentivo fornecido pela COB aos medalhistas de Tóquio custará R$ 4.250 milhões

Com grande destaque, Rebeca Andrade levará a maior bolada para casa, após conquistar prata e ouro; valores serão pagos durante o ano de 2021

Rebeca Andrade e suas medalhas de ouro e prata conquistadas nos Jogos Tóquio-2020 | Foto: Laurence Griffiths

Com o fim das Olimpíadas de Tóquio, Brasil consegue superar suas expectativas e vários dos recordes já alcançados em edições anteriores da competição. Ao subir em 21 pódios, maior quantidade de medalhas já recebidas pelo país – que, até os Jogos do Rio-2016, eram 19 – ainda igualou o número de ouros recebidos no Rio de Janeiro, com sete medalhas douradas. Tal avanço colocou o Brasil em 12º lugar no ranking geral, melhor posição da história, que superou o 13º alcançado há cinco anos.

Pela grande quebra de recordes, o Comitê Olímpico do Brasil (COB) fornecerá um incentivo que irá variar entre R$ 100 mil e R$ 750 mil aos atletas brasileiros, por cada medalha conquistada. Ao todo, o custo das 21 medalhas conquistadas em Tóquio ao COB será equivalente a R$ 4.250 milhões. O valor valores atribuídos a cada medalha foram estabelecidos previamente pelo comitê e apresentam distinções entre as premiações individuais e por equipe.

Nas modalidades individuais, quem ganhou ouro levará para cada o valor de R$ 250 mil, quem conquistou medalha de prata terá o benefício de R$ 150 mil, e quem ficou em terceiro lugar no pódio, R$ 100 mil. Já nas equipes com delegações maiores, como futebol e vôlei, dividirão um valor cheio entre os atletas. No ouro, o prêmio é de R$ 750 mil, na prata R$ 450 mil e com o bronze, R$ 300 mil. Para premiar as esquipes dos esportes coletivos, serão desembolsados R$ 1,9 milhões pela COB, uma vez que elas subiram somente quatro vezes nos 21 pódios que foram conquistados em Tóquio. Os valores serão pagos durante o restante do ano de 2021.

Atletas que obtiveram medalhas em mais de uma prova acumularão valores e receberão por cada medalha conquistada. Como grande destaque a receber a bolada, está Rebeca Andrade. Ao ser a primeira mulher brasileira campeã olímpica na ginástica e a primeira a receber duas medalhas em uma Olimpíada, com ouro na final de salto e prata no individual geral, receberá uma quantia de R$ 400 mil.

Às duas novas modalidades das Olimpíadas que turbinaram a posição do Brasil no quadro de medalhas, skate e surfe, o COB irá desembolsar R$ 700 mil para premiar os atletas. Nas finais, tanto Rayssa Leal (skate street), de 13 anos, quanto Kelvin Hoefler (skate street) e Pedro Barros (skate park) levaram medalhas de prata. Já no surfe, Italo Ferreira conquistou o tão desejado ouro.

Veja a lista completa do valor pago aos atletas, em cada modalidade

Ouro
Rebeca Andrade – ginástica (salto) – R$ 250 mil
Italo Ferreira – surfe – R$ 250 mil
Martine Grael e Kahena Kunze – vela (49er FX) – R$ 250 mil
Ana Marcela Cunha – maratona aquática – R$ 250 mil
Isaquias Queiroz – canoagem – R$ 250 mil
Hebert Conceição – boxe – R$ 250 mil
Equipe de futebol masculino – R$ 750 mil

Prata
Pedro Barros – skate park – R$ 150 mil
Rayssa Leal – skate street – R$ 150 mil
Kelvin Hoefler – skate street – R$ 150 mil
Rebeca Andrade – ginástica (individual geral) – R$ 150 mil
Bia Ferreira – boxe – R$ 150 mil
Vôlei feminino – R$ 450 mil

Bronze
Mayra Aguiar – judô – R$ 100 mil
Daniel Cargnin – judô – R$ 100 mil
Fernando Scheffer – natação (200m livre) – R$ 100 mil
Bruno Fratus – natação (50m livre) – R$ 100 mil
Luisa Stefani e Laura Pigossi – tênis (dupla feminina) – R$ 100 mil
Abner Teixeira – boxe – R$ 100 mil
Alison dos Santos – 400m com barreiras – R$ 100 mil
Thiago Braz – salto com vara – R$ 100 mil

*Informações de Uol

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