Iminente desistência de Lissauer relembra caso de José Vitti

Ambos perderam os pais e tiveram que assumir os negócios familiares, o que fez o próprio José Vitti desistir de tentar retornar a Alego após sete anos

Pré-candidatos a Câmara Federal e ambos tendo no currículo a presidência da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), Lissauer Vieira (sem partido) e o antecessor dele José Vitti (sem partido) têm mais em comum: a iminente desistência de disputar as eleições após a perda os pais. Os dois assumiram os negócios da família. Lissauer, a pouco menos de um ano do pleito e Vitti, a três anos das eleições gerais.

Apesar da coincidência, Vitti afirma que são casos divergentes porque ele perdeu o pai ainda em 2015 e anunciou a pré-candidatura à Câmara Federal somente em 2018, ano eleitoral, após ser diagnóstico de hemangioma. Vitti disse desistiu após sentir uma “desmotivação”. Ele, porém, foi candidato a primeiro suplente na chapa para o Senado Federal que era encabeçada pela ex-senadora Lúcia Vânia (sem partido), o que ele considera um erro por se tratar de uma candidatura pela qual ficou bastante envolvido. O que Vitti não queria. 

“Houve um tempo distante [desde o luto e da morte do pai] de quando eu fui assumir a minha pré-candidatura [a Câmara Federal], em 2018, quando eu já estava à frente dos negócios familiares. O que houve é que eu estava mais desmotivado do que com problemas de saúde, até porque algo mais sério na saúde já havia sido descartado”, conta. Ele aproveitou o momento para deixar a Alego porque estava desmotivado em relação a carreira no legislativo estadual. Vitti estava presidente da Alego entre os anos de 2017 e 2018.  

Negócios de família 

Após anunciar que tentaria retornar a Alego, Vitti desistiu de concorrer a uma das 41 cadeiras disponíveis para o Estado na Casa para se dedicar aos negócios da família e ao Grupo Vitti, que é dirigido por ele. O político era sondado pelo Progressistas e pelo União Brasil após deixar o PSDB. No entanto, deixou a pré-candidatura.  

Nos bastidores, é o que deve acontecer com Lissauer Vieira, que pode desistir de concorrer a uma cadeira em Brasília para assumir os negócios da família. Ele teria sido pego de surpresa e, segundo fontes, a responsabilidade ficou com o presidente da Alego. Mas, próximo do Estado, o político pode assumir o cargo de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado (TCE), se houver consenso.  

De acordo com Vitti, a Alego toma muito tempo de um presidente do legislativo, mais até que a atuação parlamentar em Brasília. Por isso, é praticamente incompatível com outras atividades profissionais. “É uma questão dele [Lissauer]. Com a perda do pai, ele terá que assumir outras responsabilidades, conciliar vida política com a profissional é uma questão muito complexa”, avalia o deputado.  

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