“Imas está funcionando às mil maravilhas”, diz presidente

Em meio a caos e paralisação do serviço, Sebastião Peixoto garante que plano de saúde segue sem prejuízos. Dirigente atribui atrasos nos pagamentos a erro no sistema

Sebastião Peixoto (PMDB): situação “normal” no Imas | Foto: Prefeitura de Goiânia

Em meio a uma situação caótica no Instituto de Assistência à Saúde e Social dos Servidores Municipais de Goiânia (Imas) e com parte dos serviços paralisada nesta semana, o presidente Sebastião Peixoto, garantiu, em entrevista ao Jornal Opção, que o órgão vem funcionando “a mil maravilhas”.

“Não tem nada paralisado, está todo mundo atendendo normalmente. São apenas alguns diretores”, disse o presidente sobre a paralisação que teve início na última segunda-feira (26) e segue até sexta-feira (2/3).

Se antes Sebastião defendia que apenas alguns servidores estavam com os pagamentos atrasados, agora, o auxiliar admite a situação, mas alerta para erro no sistema, descoberto só na semana passada pela gestão e que teria feito com que os credenciados ficassem praticamente todo o segundo semestre de 2017 sem receber.

“Foi um erro infantil. Meus gerentes fizeram coisa errada. Eles deviam registrar os pagamentos de 2018, mas fizeram os empenhos de 2017. Já estamos trabalhando para consertar isso”, afirmou, acrescentando que dois funcionários foram demitidos por conta do suposto equívoco.

Na última vez que Sebastião conversou com o Jornal Opção, no início do mês, ele alegou que os pagamentos seriam normalizados até o fim deste mês. Nesta quarta, dia 28 de fevereiro, o presidente firmou um novo compromisso. “Já conversei com os sindicatos e até o dia 30 de março, todos terão recebido”, prometeu.

Insistindo na tese de que o Imas “nunca parou”, o dirigente informou que, apenas no mês de fevereiro, o plano registrou 18 mil consultas e 380 cirurgias. Sebastião Peixoto acrescentou que o relatório com os números consolidados de todos os atendimentos será apresentado durante audiência pública na Câmara de Goiânia, na próxima segunda-feira (5/3).

Paralisação

Apesar do presidente do Imas garantir a continuidade dos atendimentos, o Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado de Goiás (Sindhoesg) afirmou no início da semana que a paralisação dos atendimentos dos hospitais, laboratórios, clínicas e demais estabelecimentos de saúde credenciados pelo instituto contou com adesão considerável dos prestadores.

Clínicas radiológicas, responsáveis por exames de imagem, como tomografia, raios-x e ressonância, por exemplo, teriam aderido integralmente à paralisação, que dura até a próxima sexta-feira (2/3).

A ação foi definida durante assembleia geral na última semana. Os prestadores de serviços de saúde decidiram interromper temporariamente o atendimento pelo Imas devido aos constantes atrasos nos pagamentos dos atendimentos prestados. Apenas com um dos prestadores, a dívida já ultrapassa R$ 1,2 milhão e se arrasta desde 2016.

As categorias cobram também que todos os pagamentos sejam liberados na mesma data. Atualmente, conforme relatado na assembleia, a quitação tem sido seletiva, com o pagamento de uns, enquanto outros acumulam faturas vencidas.

A paralisação é de advertência e os prestadores vão aguardar até o dia 20 de março para que os débitos vencidos sejam quitados. No dia 21, eles farão uma nova assembleia para avaliar a situação e a continuidade do atendimento aos cerca de 25 mil usuários do Imas.

Deixe um comentário