Igreja Católica afasta padre exorcista de Brasília

O padre Vanilson da Silva, que reunia um público amplo, inclusive de Goiás, foi afastado pela Arquidiocese de Brasília

Vanilson da Silva, padre afastado de igreja de Brasília | Foto: Reprodução das redes sociais

A Arquidiocese de Brasília proibiu o padre Vanilson da Silva tanto de realizar missas quanto de promover sessões de exorcismo na capital construída por Juscelino Kubitschek e hoje administrada por Ibaneis Rocha. Os fiéis estão rebelados e fizeram um abaixo-assinado, com mais de 1.200 assinaturas, pedindo a volta do padre.

O sucesso do padre Vanilson da Silva, segundo reportagem do jornal “O Globo”, que pessoas de vários Estados, como Goiás e Minas Gerais, visitavam Brasília unicamente para assistir suas missas. “Era uma romaria”, disse uma fiel para um deputado goiano.

Os fiéis “exigem” a permanência do padre na Associação Padre Júlio Negrizzolo, da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

Numa mensagem aos fiéis, o padre Vanilson da Silva relata que, numa reunião com seus superiores, os bispos decidiram por “saída imediata”. “”Me senti violentamente desrespeitado, porque todas as reuniões foram feitas sem a minha presença. Eu, como objeto das reuniões, nunca fui ouvido”, critica o religioso.

Paulo Cezar Costa: arcebispo de Brasília | Foto: Reprodução

A Arquidiocese de pronunciou, por meio de nota, informando que, “em breve, será oportunamente nomeado outro sacerdote para a função de exorcista”. A cúpula da Igreja clama aos fiéis que confiem no “discernimento da Igreja, expresso por suas autoridades”.

O fato é quem, apesar de reportagens em jornais e das notas da Igreja e do padre Vanilson da Silva, não se esclareceu o fundamental: por que o religioso foi realmente afastado?

Versão do padre Vanilson da Silva

“Venho lhes comunicar que a partir do dia 10 de fevereiro eu não tenho mais permissão de exercer meu ministério na Arquidiocese de Brasília. Os senhores bispos se reuniram com o meu superior provincial e exigiram minha retirada imediata. Me senti violentamente desrespeitado porque todas as reuniões foram feitas sem a minha presença. Eu como objeto das reuniões nunca fui ouvido. Quando Dom Paulo chegou fui até ele, falei do ministério de exorcista e da missão com a comunidade. Ele me recebeu muito bem e deixou marcada sua visita na associação para nos conhecer. Nunca foi. No dia 23 de setembro marquei conversa com ele, horas antes desmarcou. Protocolei na cúria um ofício solicitando nos receber. Nunca obtive retorno. Agora eu recebo a sentença. Como tem muita coisa pra encaminhar ainda permaneço em Brasília mas sem exercer o ministério. Tem a comunidade e a associação padre Júlio Negrizzolo, que não posso deixar sem antes encaminhar essa situação. Tenho na comunidade pessoas que vieram do norte do Brasil, deixaram tudo porque acreditaram num sonho. Vamos ver se eles aceitam a continuidade da comunidade. Tem muita responsabilidade implicada em tudo isso. Enquanto isso, estou aqui. Contudo sei que estou vivendo as pegadas do Mestre. Sou ministro da igreja, mas minha fé é em Jesus Cristo. Também sei que vivemos os fins dos tempos, e muita coisa ainda vai acontecer. Diante dessa realidade eu entendo por que os padres se suicidam. Tudo passa. Até os grandes impérios passaram. Eu mexi diretamente com o inferno, ele se levantou contra mim. E ainda veremos coisas horrorosas acontecendo. Estejamos preparados a cada dia. O ladrão está nas portas. Deus tem um propósito em tudo! Perdão se faltei com algum dos senhores. E me perdoem se em algum momento não fui sinal de Deus”.

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