Para presidente, queda na arrecadação e repasse não se restringe apenas ao fator pandemia. Situação apenas se agravou e pode, segundo a Associação, piorar ainda mais

Com o repasse da última parcela é possível de se avaliar os impactos da pandemia na arrecadação do ICMS no Estado de Goiás e os reflexos junto aos municípios — já que essa é uma das principais fontes de recursos para as prefeituras. Segundo informações da Associação Goiana dos Municípios (AGM), o montante repassado às 246 cidades esse mês foi o pior dos últimos cinco anos.

Ao todo, os valores atingiram os R$ 196.848.273,23 milhões, número que representa uma queda de 1,65% em relação a abril desse ano e de 9,13% em comparação a maio do ano passado.

O presidente da AGM, Paulo Sérgio de Rezende, popularmente conhecido como Paulinho, considera o fato preocupante.

No entanto, de acordo com ele, o problema da queda do ICMS não se restringe apenas ao fator pandemia. A situação apenas se agravou e pode, segundo a AGM, piorar ainda mais. Os números mostram que a queda na arrecadação e repasse aos municípios vem caindo ao logo dos anos. Veja:

Maio de 2020 – R$ 196.848.273.23 milhões

Maio de 2019 – R$ 216.637.238,40 milhões

Maio de 2018 – R$ 250.6l8.241,44 milhões

Maio de 2017 – R$ 254.435.838,70 milhões

Maio de 2016 – R$ 286.779.450,70 milhões

Diante deses dados, Paulinho teme por um agravamento da situação já que a economia continua desaquecida, sem qualquer previsão quanto ao fim da pandemia. “Muitas empresas estão fechando, gerando desemprego. As prefeituras estão com redução nos repasses que recebem, mas os gastos continuam. Tudo isso nos preocupa muito”, pontuou.