Hospital em que recém-nascido sofreu queimaduras cria comissão para acompanhar o caso

Polícia Técnico-Científica iniciou análise em incubadora que, supostamente, teria causado feridas na criança, que estava internada na UTI 

Foto: Divulgação

A Polícia Técnico-Científica do Estado de Goiás, por meio de sua Seção de Engenharia Forense (SENG), iniciou a análise em incubadora que, supostamente, teria causado queimaduras em criança recém-nascida na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital São Judas Tadeu, em Goiânia. Na denúncia, os pais da criança relataram à Polícia Civil que uma enfermeira teria comentado que o equipamento estaria com problemas, mas que não oferecia perigo.

A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) abriu procedimento, nesta terça-feira, 23, para investigar o caso, e requisitou exames ao Instituto de Criminalística Leonardo Rodrigues (ICLR). A equipe de Perícia Criminal coordenada pelo Perito Criminal Tarcizio Valentim, da SENG do ICLR se deslocou à unidade hospitalar, e realizou apreensão do equipamento que foi encaminhado à sede da Polícia Científica.

Ainda em andamento, os procedimentos de investigação técnico-científica irão incluir: análise na incubadora, com o fim de verificar eventual mau-funcionamento, bem como seus parâmetros técnicos (se estão conforme as normas vigentes), seu histórico de manutenção, e por fim – com participação de equipe especializada de Medicina Legal – se os procedimentos adotados estavam de acordo.

A investigação, segundo a Polícia Técnico-Científica, visa esclarecer todas as circunstâncias do fato ocorrido, permitindo assim à Autoridade Policial da DPCA a conclusão de seu procedimento de investigação.

O que diz o hospital

A assessoria do Hospital São Judas Tadeu afirmou ao Jornal Opção que a unidade de saúde criou uma comissão para investigar e acompanhar o caso. No entanto, o grupo aguarda o resultado da perícia realizada pela Polícia Técnico-Científica para se posicionar sobre o assunto. 

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