Estado está entre os 10 do País com maior número de homicídios contra a comunidade LGBT. Goiânia, Valparaíso e Catalão lideram ranking

Reprodução: Agência Brasil
Reprodução: Agência Brasil

Levantamento divulgado recentemente pelo Grupo Gay Bahia (GGB) mostra que 11 pessoas morreram no Estado de Goiás em 2015, vítimas da homofobia e transfobia. Os dados representam 27% dos crimes de ódio registrados no Centro-Oeste.

Proporcionalmente, Goiás é o décimo Estado com maior número de homicídios contra a comunidade LGBT no país, sendo a maioria das vítimas transexuais e travestis. Dos 11 casos registrados, dois ocorreram em Goiânia.

Os municípios de Valparaíso e Catalão também registraram dois homicídios cada um. Morrinhos, Anápolis, Rio Verde e Santo Antônio do Descoberto também estão na lista, com um registro.

As vítimas têm de 21 a 44 anos e grande parte dos crimes ocorreu em via pública. Confira tabela abaixo:

CidadeNomeIdadeCorGLTCausa MortisLocal
GoiâniaSabrina21N.I.TransArma de fogoVia pública
GoiâniaVanessa – Allan José Calaça Júnior27N.I.TransApedrejamentoVia Pública
ValparaísoGaby26PardaTransPauladasVia Pública
ValparaísoNetinho Mirando29BrancoGayArma de fogoVia Pública
CatalãoJ.S.G. – João Salino Galeano32BrancaTransArma de fogoVia Pública
CatalãoThuanny Geovanna29BrancaTransAtropelamentoVia Pública
MorrinhosJoão Chaves Neto22BrancoGayCarbonizadoVia Pública
AnápolisEdson de Souza Costa44BrancoGayArma BrancaResidência
Rio VerdeMel – Deniltom Pereira de Almeida28N.I.TransN.I.Via Pública
Caldas NovasJ.A.A.27N.I.TransArma BrancaVia pública
Santo Antônio do DescobertoPauleteN.I.BrancaTransArma BrancaResidência

O Grupo Gay Bahia mantém um banco de dados, atualizado diariamente, no site “Quem a Homotransfobia matou hoje”, e disponibiliza anualmente um levantamento com os gráficos por regiões, estados e capitais.

Conforme o grupo, 318 pessoas da comunidade LGBT foram assassinadas no Brasil em 2015, o que representa um crime de ódio a cada 27 horas. Deste universo, 52% são gays homens, 37% travestis, 16% lésbicas e 10% bissexuais.

A homofobia, segundo a pesquisa, mata, inclusive, pessoas que não estão incluídas na comunidade LGBT. Dos dados apurados em nível nacional, 7% são referentes a heterossexuais confundidos com gays e 1% de amantes de travestis.

Proporcionalmente, aponta a pesquisa, as travestis e transexuais são as mais vitimizadas. “O risco de uma ‘trans’ ser assassinada é 14 vezes maior que um gay”, exemplifica o grupo, que lembra, ainda, que, conforme agências internacionais, mais da metade dos homicídios contra transexuais no mundo ocorrem no Brasil.