Homem que matou adolescente dentro de colégio vai a júri popular nesta quarta-feira

Em depoimento à polícia, Misael relatou que decidiu matar Raphaella, porque “sentia ódio dela”

Estudante foi morta dentro de escola estadual em Alexânia | Foto: Reprodução

O julgamento de Misael Pereira de Olair, denunciado pela morte de Raphaella Noviski Roman, foi marcado para esta quarta-feira, 22, às 8h30, na comarca de Alexânia. A adolescente de 16 anos foi assassinada no dia 6 de novembro de 2017, dentro do Colégio Estadual 13 de Maio, em Alexânia.

Misael será submetido a julgamento pelo Júri Popular por homicídio qualificado, por motivo torpe, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e por razões da condição do sexo feminino. A pena pode chegar a trinta anos de prisão, por feminicídio.

Ao ser questionado sobre o motivo de ter atirado no rosto de Rafaela, o homem respondeu: “Porque queria que ela morresse logo e não sentisse dor”. Ele contou ainda que tentou namorar Rafaela várias vezes, mas sempre era rejeitado. E, a cada vez que dava errado, ele sentia esse ódio crescendo dentro dele.

Junto com Misael, a polícia encontrou a arma do crime, uma faca, uma máscara e veneno. Ele teria confessado à polícia que planejava cometer suicídio depois de matar a jovem.

Relembre o caso

Misael conhecia Raphaella desde o ano de 2012, mantendo contato por meio de redes sociais, além de terem estudado na mesma instituição de ensino por um certo tempo. Misael tentou uma aproximação com o intuito de iniciar um relacionamento amoroso com a vítima, contudo não foi correspondido, o que lhe gerou um sentimento de ódio e fez com que passasse a premeditar a morte da menina.

Para a prática do crime previamente planejado, Misael ajustou com o também denunciado Davi José de Sousa para que o levasse ao colégio. No dia 6 de novembro de 2017, por volta das 8h, Misael, a bordo do veículo conduzido por Davi, dirigiu-se ao referido colégio com o intuito de matar a adolescente.

Após chegar ao local, pulou o muro e ingressou na escola, levando consigo uma mochila, o revólver calibre 32, uma faca e uma máscara. Enquanto isso, Davi permaneceu aguardando nas proximidades da escola, no interior do veículo, a fim de dar fuga a Misael.

Misael entrou na sala de aula em que a vítima Raphaella estudava e aproximou-se da aluna. Ao vislumbrar o infrator de máscara, Raphaella e seus colegas de sala passaram a rir, acreditando tratar-se de uma brincadeira. Então, o réu sacou a arma e desferiu o primeiro tiro contra Raphaella, que caiu e foi alvejada com outros dez tiros, a maioria na região da face e da cabeça.

Após a execução do homicídio, Misael deixou a instituição de ensino, pulando novamente o muro, e voltou a entrar no veículo conduzido por Davi, que o aguardava, assim iniciando a fuga. Acionada, a Polícia Militar saiu em diligência e os infratores foram presos em flagrante de delito. A vítima foi a óbito no local do crime.

Quanto ao denunciado Davi José de Souza, o juiz Fernando Augusto Chacha de Rezende impronunciou o acusado, por considerar os “indícios da autoria duvidosos, incertos, frágeis, inconsistentes e superficiais”.

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