Homem foragido há 28 anos por assassinar companheira em Goiás é preso após receber auxílio emergencial

Segundo levantamento da Controladoria-Geral da União (CGU), mais de 25 mil beneficiários do auxílio estão com mandado em aberto e são procurados pela Justiça

Auxílio Emergencial fornecido pelo Governo Federal | Foto: Reprodução

Após 28 anos foragido, homem é preso depois de ter paradeiro descoberto por dados vinculados ao Auxílio Emergencial. Joel Theodoro Lopes solicitou o benefício ao Governo Federal e o recebeu tanto em 2020 quanto em 2021. tendo arrematado um total de R$ 4.500 até ser capturado por policiais no município de São João de Boa Vista (SP).

Durante todo o tempo em que esteve foragido, Joel não adquiriu bens e afirma não ter fornecido seus dados a ninguém. No entanto, o auxílio emergencial no nome de Lopes estava vinculado ao município de São João da Boa Vista e seu telefone celular utilizado para confirmar o cadastro no sistema do benefício ainda era usado por ele.

De acordo com a Controladoria-Geral da União (CGU), casos como esse, de pessoas foragidas recebendo o benefício, não são isolados. Segundo levantamento, em 2021, cerca de 25.891 beneficiários do auxílio estão com mandado em aberto e são procurados pela Justiça. A partir desses dados, houve um cruzamento de informações entre o Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e um envio do resultado às unidades regionais da CGU, o que facilitou a captura de pelo menos 300 procurados.

“O resultado dos cruzamentos foi encaminhado ao Ministério da Cidadania , gestor do programa de auxílio emergencial, para análise quanto à pertinência do cancelamento dos benefícios dos benefícios foragidos, à luz do conhecimento consolidado de que as pessoas que possuem mandado de prisão em aberto não fazem jus ao benefício ”, diz a CGU. Só em 2020, CGU mapeou mais de 27 mil foragidos contemplados.

O Ministério da Cidadania, no entanto, apesar de ter analisado as recomendações de órgãos de controle, não dá detalhes sobre a possibilidade de cancelamento desses benefícios. Ele afirmou ao Estado de S.Paulo, no entanto, que uma série de ações integradas com outros órgãos vêm sendo colocadas em práticas para impedir que ocorram fraudes e pagamentos indevidos.

Segundo a pasta, mais de 15 bancos de dados, como o BNMP, são utilizados para aferir se uma pessoa é elegível ou não ao benefício. Até agora, cerca de R$ 5,1 pagos indevidamente já foram devolvidos de forma voluntária pelos beneficiários.

Entenda o caso de Lopes

Em 1993, Joel assassinou sua companheira, Iolanda Melo com um espeto de churrasco, queimou e abandonou o corpo da mulher em um local ermo da cidade de Guapó, em Goiás. No entanto, mesmo após ter sido condenado, o vendedor preferiu fugir e, por 28 anos, não deixou rastros de seu paradeiro.

A família de Iolanda contou ao Estadão que, na época, Joel convenceu Iolanda a mudar de Brasília para Goiânia. Lá, a assassinou e levou consigo as joias que a companheira comercializava e falsificou sua assinatura para vender o carro da mulher.

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