A Polícia Federal (PF) cumpriu um mandado de busca e apreensão nesta sexta-feira, 10, em Goiás, contra um novo suspeito de fazer parte do grupo recrutado pelo Hezbollah no Brasil. O homem, inclusive, chegou a ser ouvido pelos policiais em uma videoconferência.  

LEIA TAMBÉM

Polícia Federal prende terroristas brasileiros ligados ao Hezbollah

Hamas, Fatah, Hezbollah e Jihad Islâmica; conheça os grupos atuantes no Oriente Médio

Ao todo, a corporação já realizou 12 operações de busca e apreensão em Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Distrito Federal. Na última quarta-feira, 8, PF cumpriu dois mandados de prisão temporária de brasileiros suspeitos de planejar atentados terroristas em sinagogas e prédios judaicos no Brasil. As ações fazem parte da Operação Trapiche.

Os envolvidos devem responder pelos crimes de constituir ou integrar organização terrorista e de realizar atos preparatórios de terrorismo. As penas, se somadas, chegam a 15 anos e 6 meses de reclusão. Os crimes são inafiançáveis e insuscetíveis de graça, anistia ou indulto. 

Um dos alvos de busca, conforme a PF, teria relatado em depoimento que havia feito uma viagem à capital do Líbano, Beirute. No país, uma pessoa teria lhe oferecido “aquisição de um táxi para trabalhar e colher dados de pessoas“. 

O homem, chamado de “o chefe” também teria lhe explicado que precisava de gente capaz de “matar e sequestrar” e que o trabalho “não era uma atividade limpa“. O suspeito teria recebido por volta de US$ 600, equivalente a R$ 3.000, do Hezbollah.

A PF suspeita que o grupo extremista libanês tenha tentado aliciar um grupo de brasileiros. A corporação, inclusive, está em busca de um libanês e um sírio com nacionalidade brasileira que estão no exterior. Em junho, um brasileiro que estava prestes a deixar o país para se juntar ao Estado Islâmico foi preso pela PF no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.