Hélio de Sousa defende que DEM esteja na base marconista, mesmo sem Caiado

Para o único deputado do Democratas em Goiás, partido vive “momento de definição” e não é possível antever o cenário eleitoral de 2016. Contudo, acena que prefere o governo

Governador Marconi Perillo (PSDB) e presidente da Alego, Helio de Sousa (DEM) no início deste ano, quando o deputado assumiu o governo do Estado interinamente | Foto: Wagnas Cabral

Governador Marconi Perillo (PSDB) e presidente da Alego, Helio de Sousa (DEM) no início deste ano, quando o deputado assumiu o governo do Estado interinamente | Foto: Wagnas Cabral

O mal-estar gerado pela aproximação do senador goiano e presidente estadual do Democratas, Ronaldo Caiado, com o PMDB de Iris Rezende ainda é evidente.

Enquanto muito se especula sobre os próximos passos de Caiado, uma grande parcela do DEM mantém a preferência pela base do governador Marconi Perillo (PSDB), como é o caso do presidente da Assembleia Legislativa de Goiás e único deputado do partido, Hélio de Sousa.

Em entrevista ao Jornal Opção Online, na tarde desta quarta-feira (18/2), ele avaliou a situação do partido em nível estadual como “complicada”, mas deixou claro que espera que o DEM permaneça junto ao PSDB em Goiás.

Questionado sobre o cenário político-eleitoral para 2016, Hélio pontuou que o partido vive um “momento de definição” em que não é possível prever possíveis apoios. “Historicamente, nós eramos oposição ao PMDB e, hoje, uma ala importante defende uma aproximação com o PMDB”, explica ao justificar a falta de consenso dentro da sigla.

Durante entrevista, o presidente frisou o fato da relação DEM-PSDB ser resultado de um processo histórico, que já soma mais de 15 anos. “O bloco a qual eu pertenço, e também quase todos os prefeitos e vereadores do partido, defendem que fiquemos dentro da base. Minha postura é coerente e a manterei”, acrescentou à reportagem.

A ruptura interna do Democratas goiano, entre aqueles que esperam uma aproximação com o PMDB e os que anseiam pela manutenção da aliança com o PSDB, esbarram em questões político-partidárias protagonizadas, em todos os eventuais cenários, pelo senador Caiado.

Se de um lado suas diferenças ideológicas com o PT é um problema para seguir alinhado ao PMDB, Caiado também nutre desavenças com o chefe-tucano Marconi Perillo. Ilhado, o senador pode ser obrigado a tomar partido mais cedo do que o previsto.

Isso porque são grandes as possibilidades do DEM se fundir em breve com outra legenda, possivelmente PSDB ou PTB. Para Hélio de Sousa, a possível fusão seria um “divisor de águas”, sugerindo que o impasse interno da legenda teria fim, caso o cenário se concretize. “Passaríamos a ter uma posição definida”, explicou.

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