Helio de Sousa critica protesto em sessão: “Não há motivos para manifestação”

Presidente da Assembleia lembrou que projeto polêmico sobre as gratificações dos servidores já foi devolvido para o governo e não deve retornar para a Casa

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Presidente garantiu ter tentado diálogo e lamentou | Foto: Divulgação

A sessão ordinária desta quarta-feira (26/10) da Assembleia Legislativa teve que ser suspensa e realizada em outro local, o auditório Solon Amaral, tradicionalmente utilizado para as reuniões de comissões. O motivo foi a manifestação de servidores da saúde estadual, que, na galeria do plenário, impediram a fala dos deputados com gritos e palavras de ordem.

Por sugestão do presidente da Casa, Helio de Sousa (PSDB), as próximas sessões serão realizadas com galerias fechadas, para garantir o andamento dos trabalhos. Em coletiva de imprensa, ele lembrou que manifestações que atrapalhem a sessão são proibidas pelo regimento e garantiu que só tomou esta decisão porque o diálogo com o movimento grevista não funcionou.

“Na verdade, o regimento que determina que alguns princípios têm que ser obedecidos na sessão. É proibido manifestação, favorável ou contra, aos pronunciamentos ou mesmo à presença dos deputados no plenário”, esclareceu Helio. “Lamentavelmente, nas últimas sessões ordinárias, os grevistas estão tumultuando e dificultando as manifestações dos deputados. Apesar de solicitado diversas vezes, não fomos atendidos, e para evitar esvaziar as galerias, achamos por bem convocá-los para o Solón Amaral”.

Ele acrescentou ainda que a Assembleia tem trabalhado para atender as reivindicações dos servidores e que a matéria que interessa a eles, que trata da produtividade dos servidores, não está mais na Casa. “A Assembleia sempre foi parceira dos servidores, nós é que aprovamos a produtividade”, afirmou ele.

“Quando chegou o projeto aqui, como presidente da Casa, eu entendia que não seria aconselhável, sobrestei, tive a oportunidade de conversar com o governador e ele entendeu a importância de que se tenha a produtividade”, explicou. “De comum acordo, devolvemos o projeto para o Governo do Estado, ou seja, o projeto nem na casa está mais e provavelmente não voltará para deliberação”, continuou, “Não há motivos para manifestação”.

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