HCamp inicia operações e já pode receber pacientes mais graves de coronavírus

Unidade com capacidade para 222 leitos é gerenciada pela Organização Social Gerir, sob a coordenação da Secretaria Estadual de Saúde

Foto: Reprodução

O HCamp, hospital de campanha montado no Hospital do Servidor Público para atendimento de pacientes infectados pelo novo coronavírus que apresentem dificuldades respiratórias e outras complicações, está pronto.

A unidade que aguarda a regulação de pacientes para começar a opera irá receber apenas os pacientes e servidores, o que diminui a possibilidade de contágio a familiares. “É uma unidade modelo, dentro de todas as regras de segurança e totalmente equipado”, afirmou o governador.

O HCamp tem capacidade para até 222 leitos e já conta de imediato com 210 leitos estruturados, sendo 70 para pacientes críticos e 140 leitos semicríticos. “Esses leitos contam com equipamentos de última geração, ventiladores com sistema adequado e moderno”, detalhou o secretário de Saúde, Ismael Alexandrino.

Também foi montada uma estrutura modular na área externa para dar apoio à operação no sentido de prestar informações ao paciente que está chegando e também a familiares de pacientes que vierem a óbito dentro da unidade que fica no Parque Acalanto, região Sudoeste da capital.

Como vai funcionar

Primeiro, o paciente faz uma ficha na recepção e depois é encaminhado a um dos 16 consultórios, que funcionarão no sistema fast track, para reduzir o tempo de espera no pronto-socorro. Na emergência, o hospital possui 22 leitos, sendo dez completos, com respiradores e monitores.

Os principais envolvidos no atendimento estarão munidos de toda a vestimenta, para garantir a preservação de riscos à saúde. Informou que o atendente usará uma máscara protegendo uma outra máscara, uma N-95, um óculos de proteção, um gorro e um capote e uma sapatilha unissex da própria unidade.

Caso seja necessária a realização de exames, eles serão feitos na própria unidade, que tem duas máquinas para tomografia computadorizada, otimizando os exames de imagem e a devida higienização. Depois dos primeiros atendimentos, os pacientes serão encaminhados para a sala de decisão, onde receberão o diagnóstico de alta ou internação. Eles ficarão a dois metros um do outro.

Do lado de fora do hospital foram montadas salas modulares que servirão de apoio ao hospital e, caso futuramente seja necessário, vão funcionar como triagem e classificação de pacientes. A orientação inicial é que os primeiros atendimentos aos pacientes com o coronavírus sejam feitos em CAIS e UPAs e o médico só deverá ser procurado se for realmente necessário.

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