‘Hacker do bem’, cientista Nina da Hora ajuda a dar segurança às eleições de 2022

O convite partiu da comissão do TSE para “ampliar a transparência e a segurança” nas eleições

Nina da Hora, a “hacker” que tem a missão de traduzir o processo tecnológico nas eleições | Foto: Programa Aê

Com apenas 26 anos, Ana Carolina Silva das Neves da Hora, a Nina da Hora, como é conhecida nas redes sociais, é uma referência da nova geração de pesquisadores e cientistas ligados à tecnologia no País e, por esse motivo, foi convidada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, para integrar a Comissão de Transparência das Eleições.

A infância humilde na periferia de Duque de Caxias (RJ) não a impediu de trabalhar com computação e se tornar uma grande “hacker”. Nina se apresenta nas redes sociais como “hacker antirracista” e diz que o trabalho nesta área não está ligado somente à computação. “Hackear, para mim, não está ligado só à computação, mas a hackear padrões, formatos, sempre em busca de algo mais coletivo e acessível”, afirma. 

Segurança

O convite para integrar a comissão do TSE partiu do presidente da corte, Luís Roberto Barroso, que em setembro, criou o grupo de trabalho para “ampliar a transparência e a segurança” nas eleições. O dia a dia de Nina no tribunal é preenchido por suas avaliações das etapas do processo eleitoral. Outros 11 representantes da sociedade civil, das Forças Armadas, do Congresso, e de órgãos de controle integram o grupo. 

A pesquisadora e cientista será responsável por “hackear” ambientes digitais e institucionais. Além de integrar a comissão, Nina da Hora é  pesquisadora do Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas (CTS-FGV), colunista da revista MIT Technology Review e integrante do Conselho de Segurança da rede social TikTok.

Fonte: Estadão

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