Voo à Lua 1: o lançamento

Acontecimentos e fatos da missão Apollo 11 serão publicados no Jornal Opção, à luz dos conhecimentos modernos e com detalhes, do dia 16 até o dia 24 de julho, conforme aconteciam há 50 anos

Foto: Reprodução / Nasa

Em 16 de julho de 1969, cinquenta anos no passado, a voz de Jack King, comentarista de lançamentos da NASA, soou nos alto-falantes instalados pelos 730 mil metros quadrados ao redor da Saturno V. Ele anunciou que Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Michael Collins estavam a postos dentro do módulo de comando da Apollo 11. Os astronautas fizeram as verificações necessárias e acompanharam a contagem regressiva, junto a mais de trezentas pessoas no Controle de Lançamento, no Controle da Missão de Houston.

Em T menos três minutos a Apollo 11 entrou em sequenciador automático. Em T menos cinquenta segundos, os motores da Saturno V estavam ativados e prontos. Em T menos nove, a sequência de ignição foi iniciada. O propelente se inflamou para baixo, empurrando a Saturno V para cima. O foguete, preso aos braços de segurança, tentou se libertar com 3.4 milhões de quilos de empuxo. Em T menos “três, dois, um, zero, todos os motores funcionando”. 

Um milhão de pessoas estavam presentes, vendo a Saturno V decolar em Cape Kennedy, e mais de 700 milhões assistiam ao vivo pela televisão. O foguete deixou um rastro de 800 metros na atmosfera enquanto subia. Ao alcançar 65 quilômetros de altura e uma velocidade de 9.600 km/h, o primeiro e maior estágio (S-IC, o “tanque de combustível” formado por compartimentos de querosene e oxigênio líquido) estava vazio e foi descartado. Agora, o foguete estava abreviado, mais leve e fácil de ser propelido à velocidade necessária para se escapar da gravidade terrestre.

 

 

Os motores e compartimentos de propelente descartados descansariam no fundo do atlântico, 3,2 km de profundidade até 2018. Todo o segundo estágio (S-II) e seis minutos do terceiro estágio (S-IVB) foram queimados, colocando a nave a 28.000 km/h. Finalmente em órbita, a terra se curvava abaixo na mesma medida em que a nave caía, atraída pela gravidade. “Caindo” adiante eternamente, os astronautas conferiram o perfeito funcionamento da máquina pelas duas horas e meia necessárias para circundar o globo. 

Novamente, a ignição foi dada e Neil, Buzz e Mike aceleraram em direção à lua.

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.